ANÁLISE

The Handmaid’s Tale: 5ª temporada coloca o drama entre os favoritos ao Emmy

Penúltima leva de episódios termina no domingo (20), no Paramount+
DIVULGAÇÃO/HULU
Elisabeth Moss na 5ª temporada de The Handmaid's Tale
Elisabeth Moss na 5ª temporada de The Handmaid's Tale

Com a quinta temporada, que termina no domingo (20) no Paramount+, The Handmaid’s Tale se posiciona no grupo de séries favoritas para vencer a categoria melhor drama no Emmy de 2023. A Casa do Dragão, filhote de Game of Thrones, ainda é a atração a ser batida, mas a narrativa distópica está firme e forte no páreo, buscando repetir a conquista alcançada pela primeira temporada, em 2017.

A briga pela principal estatueta da 75ª edição do Oscar da TV promete ser tão acirrada quanto aquela de cinco anos atrás. Na ocasião, a vitória de The Handmaid’s Tale foi emblemática, sendo a primeira produção de um streaming (Hulu) a arrebatar o prêmio de melhor drama na história do Emmy.

Séries prestigiadas foram derrotadas pela atração protagonizada por Elisabeth Moss, baseada em obra homônima de Margaret Atwood. Estavam na disputa Stranger Things, The Crown, This Is Us e Westworld, todas essas pelas respectivas primeiras temporadas. Completaram a categoria Better Call Saul (terceira) e House of Cards (quinta).

The Handmaid’s Tale bateu aquelas que são consideradas as melhores temporadas de This Is Us e Westworld, além de acabar com o sonho da Netflix de vencer o Emmy mais cobiçado com House of Cards. 

O caso de The Handmaid’s Tale no Emmy de 2023

Depois da conquista de 2017, The Handmaid’s Tale foi indicada ao Emmy de melhor drama por todas as três temporadas seguintes. Agora, contudo, é a vez em que a trama distópica chega com mais vigor.

O andamento do enredo foi totalmente impactado pela morte do Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), uma das pessoas mais influentes na implementação do regime teocrático de Gilead, que tomou conta de boa parte dos Estados Unidos. June Osborne (Elisabeth), a assassina, e Serena Joy Waterford (Yvonne Strahovski), a mulher do oficial, lidaram com as consequências.

Gilead não engole o fato de ver June livre, no Canadá. Os homens poderosos do governo fundamentalista armam ciladas para capturá-la. Serena também faz seus esforços, com sede de vingança, mas ela vê toda ação ser vã por ter perdido qualquer capital político de influência após a morte do marido. Mesmo grávida, ela sofre um terror psicológico nas mãos de Gilead.

Yvonne Strahovski em The Handmaid's Tale
Yvonne Strahovski em The Handmaid’s Tale

The Handmaid’s Tale recuperou a força nessa situação. Duas pessoas então inimigas, Serena e June, passam a ter um inimigo em comum, Gilead. Os momentos mais tensos e empolgantes da temporada foram quando as duas estiveram frente a frente. A complexidade da relação entre as personagens foi transmitida ao telespectador com precisão.

Essa temporada foi uma ótima preparação para a próxima, que será a última. Séries tendem a perder o dinamismo nas temporadas derradeiras, ainda mais se as primeiras tiverem sido tão boas. The Handmaid’s Tale fez uma curva em U, começando muito forte, diminuindo um pouco a aceleração no meio do caminho. Daí, na reta final, colocou o pé na tábua.

Acrescenta-se a isso uma repaginada Tia Lydia (Ann Dowd), que por incrível que pareça demonstrou empatia e compaixão. E o interessante plano do Comandante Lawrence (Bradley Whitford) de repaginar Gilead, para o bem ou para o mal, propondo uma versão light do regime teocrático, experimento reboot batizado de Nova Belém.

Panorama dos melhores dramas da temporada

A questão, pensando no Emmy, é a concorrência ferrenha. A briga pela estatueta de melhor drama no ano que vem tem tudo para ser uma das mais quentes dos últimos tempos. A metade da temporada 2022-2023 nem chegou e já tem muita série graúda na corrida direta pelo prêmio.

Conforme dito anteriormente, A Casa do Dragão aponta como a líder. Better Call Saul e Stranger Things são nomes praticamente certos. The Boys também deve dar as caras. Só aí são quatro séries ocupando oito vagas da categoria.

Se a HBO lançar Succession dentro do período de inscrição, antes de junho (o que deve acontecer), a vencedora da categoria em duas das últimas três edições não deve ficar de fora. 

Tem ainda The Crown, vencedora em 2021 e que, mesmo com uma leva de episódios abaixo da média, não pode ser descartada. Sem falar de Os Anéis de Poder, prelúdio de O Senhor dos Anéis, simplesmente a série mais cara da história da TV.

Se todas essas forem indicadas, são sete das oito vagas preenchidas. Lembrando, ainda falta metade da temporada pela frente. Muita coisa pode acontecer, mas The Handmaid’s Tale crava um lugar entre os melhores dramas do ano, pegando um lugar entre as favoritas a derrubar A Casa do Dragão.

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