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A Casa do Dragão no Emmy: show de atuação e o drama a ser batido

Spin-off de Game of Thrones larga na frente para levar a principal estatueta do Oscar da TV
DIVULGAÇÃO/HBO
A atriz Emma D'Arcy na 1ª temporada de A Casa do Dragão
A atriz Emma D'Arcy na 1ª temporada de A Casa do Dragão

A série que desejar ganhar a estatueta de melhor drama no Emmy do próximo ano precisa superar A Casa do Dragão. No último domingo (23), o spin-off de Game of Thrones concluiu uma primeira temporada bastante satisfatória, sustentada por um elenco afiado e digno de disputar o Oscar da TV. Soma-se a isso uma história eletrizante e envolvente, colocando a produção à frente de todas as concorrentes.

Longe de ser perfeita, haja visto os episódios escuros e algumas cenas violentas dispensáveis, A Casa do Dragão é a melhor série dramática lançada desde 1º de junho, início do período de elegibilidade do Emmy de 2023, que vai até 31 de maio do ano que vem. E olha que muita série boa entrou no circuito nesses cinco meses recentes.

É possível argumentar que, mesmo antes de completar a metade do calendário de inscrição do Emmy, cinco das oito vagas de melhor drama estão preenchidas. Dificilmente Better Call Saul e Stranger Things vão ficar de fora. The Handmaid’s Tale, vencedora da categoria no passado, está com uma quinta temporada bem acabada e de alto nível. Na corrida também aparece The Boys, evoluindo ano a ano.

Os Anéis de Poder, prelúdio da franquia O Senhor dos Anéis, tem condições de ocupar um lugarzinho nesse páreo, mas não tem lugar assegurado não. A Casa do Dragão, com indicação certa, ficará de olho se alguma grande série da prateleira alta de Hollywood vem aí para assustá-la. 

Vencedora do Emmy de melhor drama em duas das últimas três edições do Emmy, Succession é a forte concorrência caseira do drama fantasioso. A questão é saber quando a HBO vai lançar a próxima quarta temporada, se antes ou depois de maio.

Da rival Netflix vem The Crown, com a quinta temporada em novembro. O drama de época britânico sobre a realeza, vencedor da principal categoria do Emmy em 2021, retorna cercado de polêmicas e com a responsabilidade de corresponder a alta expectativa.

Olivia Cooke em A Casa do Dragão
Olivia Cooke em A Casa do Dragão

O peso da atuação

A Casa do Dragão pode não brilhar nos prêmios técnicos, como maquiagem, figurino e efeitos visuais, categorias nas quais Os Anéis de Poder é favorita. Entretanto, o filhote de GoT excede em direção, roteiro e atuação.

As categorias de atuação do Emmy de 2023, de atores convidados a protagonistas, devem estar cheias de nomes do elenco de A Casa do Dragão. Ao menos um artista já foi coroado pelo público como merecedor de Emmy: Paddy Considine, na pele do rei Viserys I.

O ator roubou a cena de maneira espetacular no oitavo episódio, batizado de O Rei das Marés. Com o personagem dele debilitado, lidando com dores intensas, Considine deu um banho de atuação. O que é importante ponderar é observar em qual categoria ele vai concorrer, tática combinada previamente com a HBO, se entre os protagonistas ou coadjuvantes.

Na primeira fase de A Casa do Dragão, quem mais demonstrou desenvoltura foi Milly Alcock, na pele da jovem Rhaenyra. Na fase seguinte, reluziu no palco Olivia Cooke, interpretando Alicent Hightower; Olivia, especialmente, conseguiu com sua atuação sóbria, vivendo a rainha dos Sete Reinos, provocar todo tipo de sentimento raivoso no público.

Ainda faltam sete meses para terminar o período de elegibilidade do Emmy de 2023. Evidentemente, muitas produções estão chegando, algumas podendo surpreender. Todas estão cientes que o nível está lá em cima e que a vitória só virá após deixar A Casa do Dragão para trás.

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