ESTREIA

Crítica: The Old Man é para quem curte boa história de ação e espionagem

Drama protagonizado por Jeff Bridges chega no Star+ na quarta (28)
DIVULGAÇÃO/FX
O ator Jeff Bridges em The Old Man
O ator Jeff Bridges em The Old Man

Boas séries de ação e espionagem não são fáceis de achar. Por isso quando surge algo como The Old Man, programada para estrear na quarta-feira (28), no Star+, a opção correta é mergulhar na trama e aproveitar o suspense que justifica essa palavra. Encabeçada por um Jeff Bridges septuagenário com muito vigor na veia, o drama vale a maratona.

Nos Estados Unidos, The Old Man é atração do FX. O sucesso da série foi tanto, com números no ibope para lá de satisfatórios, que os executivos do canal ficaram surpresos, não escondendo de ninguém que a atração foi um estouro. Logo após o terceiro episódio ir ao ar, The Old Man foi renovada para a segunda temporada.

Ciente do hit em mãos, o FX (canal do grupo Disney), quer extrair mais da série. Se mantiver o nível da primeira leva de sete episódios, estará de bom tamanho.

Conheça The Old Man

The Old Man é baseada em um livro homônimo, lançado em 2017. Vencedor de Oscar, Jeff Bridges interpreta Dan Chase, um ex-agente da CIA (agência central de inteligência americana) que passou os últimos trinta anos se escondendo. A vida fora do radar chega ao fim após ele matar um cara que invadiu sua casa.

Em fuga por causa de ações praticadas no passado, quando trabalhou no Afeganistão nos anos 1980, o setentão rebelde Chase conhece uma mulher (Amy Brenneman) e, na base da simpatia, a convence a escapar com ele. Na caça da dupla está Harold Harper (John Lithgow), diretor do FBI (polícia federal dos Estados Unidos) chamado para capturar Chase; os dois têm uma relação complicada.

A série tem o balanço certo entre ação frenética e a calma necessária de uma espionagem. Há uma lentidão justificada para que se possa conhecer bem os personagens e montar esse quebra-cabeça. Os diálogos são precisos, sem nada extra. E quando a bonança está prestes a ficar enfadonha, vem a ação.

Quando se discute sobre como um primeiro episódio deve ser, The Old Man pode entrar como um bom exemplo. O público recebe as informações primordiais para acompanhar a trama e ficar ligada nela. Duas coisas chamam a atenção e merecem um olhar mais dedicado.

A tal relação complicada entre Harper e Chase ganha ares de suspeita quando o diretor do FBI ajuda o ex-agente a fugir. Se há uma espécie de mágoa não sarada entre os dois, por que essa ligação? Teria Harper mais coisa a esconder do que Chase, que vive em fuga? Cenas de flashback dos anos 1980 esclarecem isso.

Outro detalhe são as ligações que Chase faz para a filha. A impressão que se tem é que só falam pelo telefone porque um encontro em carne e osso seria perigoso para ambos. Essa parte da narrativa é importante.

The Old Man tem como trunfo o fato de desperdiçar pouca trama. Cada gesto e movimento dos personagens carregam alguma explicação fundamental. Isso faz a narrativa ser bem atraente, com ajuda de um elenco de primeira que coroa a série.

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