VERDES vs. PRETOS

A Casa do Dragão divide público e acerta com treta entre Alicent e Rhaenyra

Drama fantasioso joga mais lenha na fogueira e prepara guerra histórica
DIVULGAÇÃO/HBO
Olivia Cooke (à esq.) com Emma D'Arcy em cartaz de A Casa do Dragão
Olivia Cooke (à esq.) com Emma D'Arcy em cartaz de A Casa do Dragão

Entrando na metade final da primeira temporada, A Casa do Dragão deu mais um salto no tempo, a última grande intervenção brusca na trama. Passaram-se dez anos entre o quinto e o sexto episódio, este exibido no último domingo (25). A série não hesitou ao deixar claro que, daqui para frente, você terá que escolher de qual lado vai ficar na treta entre Rhaenyra (Emma D’Arcy) e Alicent (Olivia Cooke). Qual cor irá escolher, preto ou verde?

[Atenção: spoilers a seguir]
Foi interessante como A Casa do Dragão criou o clima tenso desse duelo. Mostrar no começo que as duas eram melhores amigas, durante a infância, serviu de base, algo que jamais será esquecido. Porém agora, adultas e mães, elas são rivais cruéis. 

Antes de mais nada, vale registrar como Emma D’Arcy e Olivia Cooke pegaram bem as personagens então vividas nas versões jovens por Milly Alcock e Emily Carey. As veteranas dominaram os respectivos papéis como se fossem craques em um campo de futebol, controlando a bola e armando o jogo com habilidade.

Nesse entrevero, claramente não existe santa. Mas Alicent aparece como a mais megera do confronto. Ela age dessa forma por ver que é desfavorecida dentro da própria casa, com o marido, o rei Viserys I (Paddy Considine), se inclinando para o lado da inimiga, que é filha do comandante dos Sete Reinos e enteada dela.

Sem saída, em conversa com o lorde Larys (Matthew Needham), Alicent desabafou: “Existe alguém em King’s Landing que esteja do meu lado?”. Larys, o Mindinho de A Casa do Dragão, o fofoqueiro e conspirador da narrativa, pensou em um jeito para corrigir isso.

Ele armou uma cilada para matar o próprio pai, Lyonel Strong (Gavin Spokes), o Mão do Rei, principal conselheiro de Viserys I. Tudo para que o pai de Alicent, Otto Hightower (Rhys Ifans) volte a assumir esse posto privilegiado, ele que sempre alertou a filha sobre a ameaça que é Rhaenyra.

Isso porque a princesa é a herdeira prometida do Trono de Ferro, quando o doente Viserys I morrer. Por outro lado, o primogênito de Alicent, Aegon, também tem argumentos para ser o sucessor do rei, como Otto sempre fez questão de ressaltar. É essa a base da guerra civil que está próxima de eclodir.

Alicent está tão obcecada com isso que faz de tudo, nem tão nas entrelinhas, para expor que os filhos de Rhaenyra são bastardos, frutos de um caso extraconjugal. E coloca os filhos contra as crias da ex-amiga, forçando Aegon a lutar pelo direito ao trono; embora ele deixe claro que pouco se importa com isso.

Como já demonstrou na juventude, Rhaenyra é muito astuta e anuncia uma trégua, admitindo perante o conselho do rei que há esse atrito entre as duas. A rainha não abraça essa ideia e diz ao rei: “Como a fala da raposa é doce quando está cercada por cães de caça”. Ainda assim, Viserys I ficou ao lado da filha ao invés de apoiar Alicent.

O público tende a torcer por Rhaenyra, mesmo ela tomando atitudes nada morais e bem questionáveis, até em comparação a Alicent. Fato é que a princesa, exibindo a cor preta dos Targaryens, terá apoio em massa rumo à conquista do Trono de Ferro, não muito diferente da rainha, vestindo a cor verde da Casa Hightower. Você já sabe quem irá apoiar?

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