TERCEIRA FASE

Sem The Crown e Stranger Things, a Netflix vai ser carregada por quais séries?

Gigante do streaming entra em uma nova era após fim de ambas as séries
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Imelda Staunton na 6ª e última temporada de The Crown
Imelda Staunton na 6ª e última temporada de The Crown

O fim de The Crown, cujos episódios derradeiros estrearam na última quinta-feira (14), inicia o término de uma era na Netflix, a segunda grande fase desde sua entrada no mundo da produção de entretenimento. Com a despedida de Stranger Things se aproximando no horizonte, a gigante do streaming precisa pensar no futuro sem essas duas séries, que são as maiores e mais importantes do atual catálogo.

A fase um da Netflix começou em 2013 e teve Orange Is the New Black e House of Cards como as produções líderes, aquelas que serviam como carros-chefes por causa da credibilidade, popularidade e prestígio. Eram as citadas em eventos de marketing, destacadas em imagens publicitárias, etc.

Em 2019, começou uma nova etapa, com The Crown e Stranger Things assumindo os lugares das atrações “da formação original”. Enquanto o drama monárquico conquistou a mídia especializada e abocanhou prêmios cobiçados (como a primeira estatueta da Netflix de melhor drama no Emmy), a série teen bateu recordes de audiência e entrou na cultura pop de forma avassaladora.

Agora, na fase três, quem se habilita a puxar o bonde? A Netflix tem séries do porte dessas quatro citadas para servir de âncora? As candidatas precisam ser produções com múltiplas temporadas, capazes de ganhar prêmios, arrebatar a crítica e registrar números expressivos no ibope.

Quatro produções se habilitam: O Agente Noturno, Wandinha, Round 6 e Bridgerton.

Fase 3, o futuro da Netflix

Nicola Coughlan na 3ª temporada de Bridgerton
Nicola Coughlan na 3ª temporada de Bridgerton

Bridgerton
O drama com a assinatura de Shonda Rhimes é o de maior potencial longevo, pois usa como base uma coleção de livros composta de nove volumes, um adaptado por temporada (já foram duas, a terceira vem aí no ano que vem).

A série consegue conciliar prestígio acadêmico (indicada ao Emmy de melhor drama) com audiência (as duas temporadas estão entre os dez programas mais vistos da Netflix de todos os tempos).

Até pensando na audiência, a produção resolveu pular a ordem dos livros e adaptar o quarto volume da saga na terceira leva de episódios, tudo porque é nele que dois personagens queridos do público, Penelope (Nicola Coughlan) e Colin Bridgerton (Luke Newton), protagonizam a aventura romântica. 

Uma vaga no carro-chefe, sem dúvida, é de Bridgerton na Netflix sem The Crown e Stranger Things.

Elenco de Round 6 na primeira temporada do k-drama
Elenco de Round 6 na primeira temporada do k-drama

Round 6
Hit inconteste da Netflix, um sucesso global inesperado, o k-drama Round 6 arrasou com sua primeira temporada, fincando um lugar eterno na cultura pop, com suas brincadeiras de criança violentas usadas para criticar o capitalismo e a vida em sociedade.

O ponto de interrogação que fica é se a série vai conseguir manter o mesmo comentário social afiado na segunda temporada, aliado com uma trama surpreendente, de fato. Round 6 preenche as caixinhas de audiência e prestígio em premiações, com vitórias no Emmy, SAG, Globo de Ouro e Critics Choice.

Jenna Ortega em cena da 1ª temporada de Wandinha
Jenna Ortega em cena da 1ª temporada de Wandinha

Wandinha
No ranking histórico de audiência da Netflix, atrás de Round 6 está Wandinha. A trama que adapta histórias da Família Addams alcançou um ibope estrondoso, muito em parte pela atuação brilhante de Jenna Ortega, no papel da protagonista titular que dá nome à série. 

Indicada ao Emmy de 2023 de melhor comédia (além de Jenna concorrendo como melhor atriz), Wandinha tem esse Oscar da TV para mostrar a que veio, pois passou em branco em outras premiações importantes. A confirmada segunda temporada sofre a mesma pressão exercida em Round 6, a de ao menos tentar equiparar o sucesso anterior.

Gabriel Basso nos bastidores de O Agente Noturno, hit da Netflix em 2023
Gabriel Basso nos bastidores de O Agente Noturno, hit da Netflix em 2023

O Agente Noturno
De todo o top 10 histórico da Netflix, sem dúvida a maior surpresa é O Agente Noturno, na sexta posição. É a série de melhor custo-benefício da gigante do streaming, porque o investimento foi médio, dentro do padrão de outras tantas produções pasteurizadas da plataforma, mas o desempenho foi muito acima do esperado.

A questão é que O Agente Noturno tem audiência, mas lhe falta presença no circuito de premiações, além de obter avaliações positivas na mídia, junto com publicações constantes. Por isso, ela sai perdendo em comparação com as concorrentes por um espaço no cartão de visita da Netflix.

[Outros casos]
Com certeza, The Witcher seria uma forte candidata a virar símbolo da Netflix. Porém, o drama fantasioso passou por tantas confusões nos bastidores, logo com questões vitais envolvendo protagonista e teor da narrativa, que o gás se dissipou. Ainda tem terreno para conquistar grandes coisas, mas não tem força para puxar a carruagem do tudum.

Tem produções como Ginny e Georgia, com cacife para gerar muita audiência, mas não possuem apelo amplo. E outras de excelente qualidade, tipo A Diplomata e O Poder e a Lei, que lhe faltam uma audiência mais abrangente e barulhenta.


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