JUBILEU DE ZINCO

As 10 piores séries dos 10 anos de Netflix

O Diário de Séries lista as atrações mais flopadas da história da gigante do streaming
IMAGENS: DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Debby Ryan em Insatiable; Keegan-Michael Key em Amigos da Faculdade
Debby Ryan em Insatiable; Keegan-Michael Key em Amigos da Faculdade

O ano de 2023 é especial para a Netflix. Há dez anos, a empresa entrou de vez no mundo do entretenimento lançando a primeira série original, House of Cards, expandindo o negócio que começou com aluguel de DVDs (disco entregue na casa do cliente), passou para o streaming, investiu na aquisição de conteúdo até chegar na produção de atrações próprias.

Entre hits internacionais (Round 6) e estatueta de melhor drama no Emmy (The Crown), a gigante do streaming lançou muitas séries dantescas nesta década. Desde atrações com péssimo gosto e execução, como Insatiable, até produções de alto investimento que floparam gloriosamente, tipo Marco Polo e The Get Down.

Celebrando esse aniversário de dez anos da Netflix, após selecionar as dez melhores séries da plataforma, o Diário de Séries elege as mais sofríveis. Confira:

As dez piores séries da Netflix

Keegan-Michael Key com Cobie Smulders em Amigos da Faculdade
Keegan-Michael Key com Cobie Smulders em Amigos da Faculdade

Amigos da Faculdade
2017-2018
Duas temporadas; 16 episódios

No papel, Amigos da Faculdade apresentava potencial para ser uma comédia no mínimo interessante, afinal trazia nomes do nível de Keegan-Michael Key (Reboot), Cobie Smulders (How I Met Your Mother) e Fred Savage (Anos Incríveis) no elenco. Contudo, a execução foi risível, no mau sentido. Os risos foram de nervoso pelo o que se viu na tela. Constrangimento total.

A ideia da série era seguir a linha de Friends, com pequenos ajustes. Seis amigos, ex-colegas de faculdade, viviam aventuras na casa dos 40 anos. A proposta era que tais peripécias fossem engraçadas. Nada disso. O resultado foi totalmente frustrante, sitcom para ser esquecida.

Melissa Fumero em Blockbuster
Melissa Fumero em Blockbuster

Blockbuster
2022
Uma temporada; dez episódios

O carimbo que pode ser colocado em Blockbuster é o de maior flop da história da Netflix. Isso porque havia uma enorme expectativa acerca dessa série, pelo simbolismo da coisa. Aqui se tinha uma comédia sobre a locadora de vídeos Blockbuster, que em outrora era a maior rival da Netflix, nos tempos de aluguel de DVDs. A gigante do streaming atropelou a concorrente, levando-a à falência.

Os produtores da comédia conseguiram o direito de usar tudo sobre a Blockbuster, da marca aos uniformes dos funcionários. A esperança era que fosse criada uma sitcom dentro de um ambiente de trabalho para durar anos a fio. Se deu o oposto disso. Por ser absolutamente sem graça, “ninguém” assistiu. E o cancelamento quase imediato foi inevitável.

John Cho na série Cowboy Bebop
John Cho na série Cowboy Bebop

Cowboy Bebop
2021
Uma temporada. dez episódios

Essa foi outra série que a Netflix lançou cuja expectativa estava lá no alto. A pressão em cima de Cowboy Bebop estava pelo fato de ser adaptação de um dos melhores e mais elogiados animes de todos os tempos. Ou seja, a chance de dar errado era tão grande quanto a ansiedade de ver a história com atores de carne e osso.

A consequência disso foi que a audiência de Cowboy Bebop, nos primeiros dias após a estreia na plataforma, foi boa. Era o sinal de que muita gente estava, de fato, curiosa para ver o live-action. A reprovação se deu de forma automática. Em sete dias, o ibope da série caiu cerca de 60%, prova de que o público desistiu da narrativa no meio do caminho. Não teve jeito: Cowboy Bebop foi cancelada menos de um mês após o lançamento.

Britt Robertson em Girlboss
Britt Robertson em Girlboss

Girlboss
2017
Uma temporada, 13 episódios

Baseada em fatos reais, a comédia Girlboss nasceu com o propósito de narrar a história de Sophia Amoruso, jovem que superou vários obstáculos até erguer um império da moda na internet, abrindo uma loja de roupas online. A base da trama era um livro autobiográfico de Sophia. 

O apocalipse aconteceu tudo de uma vez nessa série. A produção foi muito aquém de um conteúdo minimamente bom, mesmo para o período no qual a Netflix estava priorizando expandir o catálogo. A repercussão da mídia e do público foi péssima. E no meio desse turbilhão, Sophia deu show de estrelismo e antipatia ao detonar os críticos e desvalorizar a atração que ela mesmo ajudou a ganhar vida. Deselegância define.

Debby Ryan em Insatiable
Debby Ryan em Insatiable

Insatiable
2018-2019
Duas temporadas, 22 episódios

Seguindo a linha de rótulos dessas piores séries… Insatiable é a atração mais fora de tom e desnecessária já feita pela Netflix. Mesmo antes de estrear, a comédia sofreu ataques por causa da premissa insignificante, atacando pessoas obesas ou aquelas com apenas uns quilinhos a mais. Foi um panfleto tóxico que, descaradamente, mostrou que uma pessoa só é feliz se for magra.

Os problemas dessa mensagem são inúmeros. O bizarro foi que teve quem apareceu defendendo Insatiable, usando todo tipo de malabarismo argumentativo. Apesar desse movimento, a “comédia” não escapou das acusações de gorodofobia. Até hoje, é uma das séries da Netflix mais mal avaliadas pela imprensa, com nota 25 (de 100) no site Metacritic.

Benedict Wong (à esq.) e Lorenzo Richelmy em Marco Polo
Benedict Wong (à esq.) e Lorenzo Richelmy em Marco Polo

Marco Polo
2014-2016
duas temporadas, 20 episódios

Mais um rótulo: Marco Polo foi o primeiro fracasso criativo da Netflix. Vale recapitular. Na época, há nove anos, Marco Polo era a segunda série mais cara já feita em toda a história da TV americana, atrás apenas de Game of Thrones, então chegando no auge. A pretensão da Netflix era fazer algo espetacular, impactante, com atores de várias nacionalidades contando a história do desbravador italiano do século 13.

Praticamente tudo não funcionou. O ponto fraco foi um elenco canastrão quase inacreditável de tão destoante. Fora o uso de registros e dados históricos não confiáveis. A única coisa boa que se salvou de Marco Polo foi a vinheta de abertura, que tem espaço entre as mais belas da plataforma.

Emily Deschanel (à esq.) e Madeleine Arthur em O Diabo em Ohio
Emily Deschanel (à esq.) e Madeleine Arthur em O Diabo em Ohio

O Diabo em Ohio
2022
Minissérie; oito episódios

Antes das mais recentes séries hits de Ryan Murphy e do sucesso de Wandinha, a Netflix teve um meio de ano sofrível em 2022, com produções medíocres lançadas aos montes. O Diabo em Ohio se destacou como melhor exemplo desse período. 

Ao longo de oito episódios, a narrativa apresentou um suspense raso sobre uma garota que fugiu de uma seita demoníaca. A protagonista, vivida por Madeleine Arthur, enfadonha e sem brilho, pouco ajudou para tirar a minissérie do buraco. 

Selton Mello em O Mecanismo
Selton Mello em O Mecanismo

O Mecanismo
2018-2019
Duas temporadas; 16 episódios

Grande aposta da Netflix brasileira, O Mecanismo entrou para a história como um baita mico. O drama político atirou para todos os lados e se perdeu na própria narrativa, mergulhando demais na ficção ao retratar os bastidores da Operação Lava Jato, ação da Polícia Federal que prendeu 295 pessoas, segundo o Ministério Público Federal, envolvidas direta ou indiretamente em casos de corrupção.

Já na época, O Mecanismo conseguiu unir opositores, da direita e da esquerda política, por causa do que estava apresentando. Com o passar do tempo, a história só comprovou que havia forças e interesses maiores por trás da tal Lava Jato, fatos que minam a relevância da série, protagonizada por Selton Mello (Sessão de Terapia) e dirigida por José Padilha (Narcos).

Michael C. Hall em Safe
Michael C. Hall em Safe

Safe
2018
Minissérie; oito episódios

Em 2017, o renomado escritor Harlan Coben fechou um acordo lucrativo com a Netflix, para adaptar os livros best-sellers do autor ou produzir atrações originais. O primeiro projeto, Safe, foi ruim além da conta. Protagonizado por Michael C. Hall (Dexter), o suspense tinha de tudo, menos suspense, com reviravoltas bobas e ingênuas, contando também com ação sem qualquer urgência ou tensão.

Menos mal para Coben que Safe não serviu de teste para continuar ou encerrar a parceria. A Netflix lançou outras séries do autor desde então, algumas sim interessantes. A coleção dele conta atualmente com sete produções.

Jaden Smith em The Get Down
Jaden Smith em The Get Down

The Get Down
2016-2017
Uma temporada, 11 episódios

Atualmente carregado nos ombros por causa do filme Elvis, o cineasta Baz Luhrmann tem uma mancha na carreira. Ele foi o criador e showrunner de The Get Down, série com o pior custo benefício da Netflix. A produção caríssima, sobre o surgimento do hip-hop, acumulou problemas atrás das câmeras, terminando precocemente e com dois episódios a menos do que esperado.

Houve mudanças incontáveis no roteiro, sinal de que não existia o básico para uma atração se sustentar: trama coesa. Por incrível que pareça, a Netflix gastou, na época, quase US$ 200 milhões para pagar as contas de The Get Down. Com esse valor, a HBO fazia, com tranquilidade, duas temporadas de Game of Thrones.


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