PANDEMIA

Sindicato dos atores racha sobre manter ou não protocolos contra a Covid-19

Na discussão está o fim da exigência da carteirinha de vacinação para trabalhar
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Bastidores da 5ª temporada de Cobra Kai; máscara obrigatória
Bastidores da 5ª temporada de Cobra Kai; máscara obrigatória

Há dois anos, Hollywood trabalha sob um regime de proteção total contra a Covid-19. Hoje, por causa do avanço da vacinação e da contaminação perdendo força, a cartilha é mais branda do que em 2020. Nas próximas duas semanas, o sindicato dos atores enfrenta a decisão de manter ou não os protocolos contra o surto viral, ainda tratado como pandemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Nunca houve um racha tão grande como agora, embate entre quem é a favor e contra estender as medidas rígidas implementadas.

No final deste mês, chega ao fim o acordo feito entre o sindicato dos atores e os estúdios/produtoras sobre o que pode e não pode fazer durante gravações de séries e filmes nos Estados Unidos e Canadá. Existe uma corrente forte dentro do SAG, o sindicato dos atores, de derrubar vários itens da cartilha, como exigência do uso de máscaras nos bastidores e obrigação de vacinação.

A força maior a favor de uma flexibilização total, quase o modelo de trabalho pré-pandemia, vem de cima. A presidente do SAG, a atriz Fran Drescher (ex-The Nanny), trouxe para a roda de discussão argumentos contrários às obrigações firmadas no contrato. Ela até entrevistou um especialista, professor de Yale, que questiona a eficácia das vacinas contra a Covid-19.

Segundo reportagem do jornal Los Angeles Times, ela mesmo tem posições controversas em relação à pandemia. Eleita há um ano, Fran Drescher tem introduzido aos poucos a ideia de reduzir as obrigatoriedades da cartilha, dando voz a quem é antivacina, por exemplo.

Esse argumento encontra eco na entidade que representa os estúdios e produtoras, pois colocar em prática a cartilha contra a Covid-19 aumenta bastante o custo de uma série, por exemplo, além de fazer com que as gravações demorem mais do que o habitual para terminarem. 

Tem também o argumento, considerado batido nas negociações anteriores, de inúmeros atores e atrizes que simplesmente não tomaram a vacina e foram demitidos das respectivas atrações, tanto protagonistas quanto coadjuvantes. Derrubar a obrigatoriedade da carteirinha de vacinação iria permitir que tais profissionais voltassem ao trabalho.

Por outro lado, a balança que advoga pela manutenção dos protocolos é pesada. O argumento usado é o evidente êxito do protocolo: poucas produções tiveram contaminações no set ou surtos incontroláveis. Isso pelo fato de serem aplicadas regras firmes, como restrição de contato, uso de máscaras constantemente e obrigatoriedade da vacinação.

Até segunda ordem, vale o acordo vigente. Assim, as séries que estão sendo gravadas nesse instante exigem vacinação de todos os trabalhadores envolvidos. Resta aguardar para ver se uma decisão capaz de reverter esse quadro será tomada nos próximos dias.

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