OSCAR DA TV

As 3 séries do Peacock candidatas ao Emmy que o brasileiro ainda não viu

Based on a True Story, Mrs. Davis e Poker Face são destaques do streaming da NBCUniversal
DIVULGAÇÃO/PEACOCK
Kaley Cuoco em Based on a True Story (à esq.), Natasha Lyonne em Poker Face e Betty Gilpin em Mrs. Davis
Kaley Cuoco em Based on a True Story (à esq.), Natasha Lyonne em Poker Face e Betty Gilpin em Mrs. Davis

Ainda indisponível no Brasil, o streaming Peacock (do grupo NBCUniversal) está há três anos lançando séries boas e importantes. Esse vácuo deixa o público brasileiro a ver navios, pois não tem a oportunidade de acompanhar grandes atrações, algumas cotadas ao Emmy deste ano, como Poker Face, Based on a True Story e Mrs. Davis.

Não se surpreenda, portanto, se em 12 de julho você ver esse trio de séries presentes entre os indicados ao Oscar da TV. A esperança é que, antes cedo do que tarde, algum streaming adquira o direito de exibição dessas atrações imperdíveis.

Só por esse meio intermediário as produções do Peacock chegam ao território tupiniquim. São os casos de Bel-Air (Star+), Dr. Death (Lionsgate+) e Um de Nós Está Mentindo (Netflix), por exemplo.

Enquanto isso, conheça as produções do Peacock com chance de beliscar indicações ao Emmy de 2023:

Kaley Cuoco em cena de Based on a True Story
Kaley Cuoco em cena de Based on a True Story

Based on a True Story

O Emmy adora repetir indicados, e Kaley Cuoco cumpre esse requisito. A ex-The Big Bang Theory concorreu nas duas últimas edições pela série The Flight Attendant (HBO Max), na categoria melhor atriz de comédia. A chance da terceira indicação seguida vem com Based on a True Story, onde novamente ela faz um trabalho louvável.

Criação de Craig Rosenberg, roteirista de The Boys, Based on a True Story é uma comédia que explora o mundo dos podcasts de true crime, similar ao visto em Only Murders in the Building.

Kaley atua ao lado de Chris Messina. Eles interpretam um casal, Ava e Nathan, respectivamente, tedioso e padrão. Ela acredita que sabe quem é o assassino de um crime que estampa manchetes em todo o noticiário. Para sair do marasmo, os dois acabam decidindo lançar um podcast sobre o caso, com uma reviravolta: o suspeito também vai participar.

Cartaz da série Mrs. Davis, com Betty Gilpin DIVULGAÇÃO/PEACOCK
Cartaz da série Mrs. Davis, com Betty Gilpin

Mrs. Davis

A inteligente, diferentona e hilária Mrs. Davis possui pedigree. Tem a criação de Damon Lindelof, 12 vezes indicado ao Emmy (ganhou uma estatueta por Lost e duas por Watchmen). O protagonismo é da sempre afiada, e queridinha da academia, Betty Gilpin, três vezes indicada pela série Glow, da Netflix.

Mrs. Davis é a série certa para o atual momento da sociedade. No centro da trama está uma inteligência artificial que, com seus algoritmos, domina o agir de pessoas ao redor do mundo. 

O barato da comédia é que a única salvadora da humanidade é logo uma freira, chamada de Simone, vivida por Betty. Abusando de soluções mirabolantes, a narrativa amarra bem esses dois pontos aparentemente soltos, da religião e tecnologia. A viagem é delirante e prazerosa.

Natasha Lyonne em cena de Poker Face DIVULGAÇÃO/PEACOCK
Natasha Lyonne em cena de Poker Face

Poker Face

Do trio, Poker Face é a mais certa para emplacar múltiplas indicações. É praticamente seguro afirmar que ela estará concorrendo nas categorias de melhor comédia e atriz (Natasha Lyonne). A ex-Orange Is the New Black e Boneca Russa dá show nesse drama parecido com comédia… ou é comédia parecido com drama?

Poker Face reinventa a tão popular narrativa policial de uma detetive nada usual que não necessariamente investiga quem matou, mas como. A criação é de Rian Johnson, roteirista duas vezes indicado ao Oscar pelos filmes Entre Facas e Segredos (roteiro original) e Glass Onion – Um Mistério Knives Out (roteiro adaptado).

O papel de Natasha é de Charlie Cale, mulher com um dom imensurável: é capaz de perceber quando uma pessoa está mentindo ou falando a verdade. Ela é descolada e dona de personalidade única, com a vocação de resolver quebra-cabeças usando os métodos mais inusitados possíveis, sempre com sagacidade e bom humor. 

Como atriz, Natasha Lyonne recebeu duas indicações ao Emmy, por Orange e Boneca Russa. Ela ainda concorreu como roteirista e produtora (melhor comédia), ambas com Boneca Russa.


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