CARTILHA

Movimento antivacina de Hollywood sofre derrota em novo protocolo sanitário

Grupo liderado por Fran Drescher queria o fim da vacinação obrigatória contra a Covid-19
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Bastidores da série Ginny e Georgia
Bastidores da série Ginny e Georgia

Todos os sindicatos de Hollywood (atores, diretores, operários, entre outros) aprovaram a renovação do protocolo sanitário contra a Covid-19, assinatura firmada na última sexta-feira (28). O acordo atual, previsto para se encerrar na próxima terça (31), foi estendido até 1º de abril, quando os termos da cartilha serão revistos mais uma vez. A obrigação de vacinação atualizada contra o novo coronavírus está mantida no protocolo, apesar de um movimento forte antivacina que queria se livrar dessa exigência, corrente liderada por Fran Drescher (ex-The Nanny), a presidente do sindicato dos atores.

Apenas algumas mudanças foram feitas em comparação ao protocolo anterior, tratando da realização de testes contra a Covid-19. A cartilha separa um set de gravação em zonas (A, B, C…) A zona A é a de maior restrição, por ser aquela onde há interação direta com os atores. 

Nesse caso, tudo permanece o mesmo, com rigor máximo no uso de máscaras, testes frequentes, higienização severa, restrição de contato e, claro, a vacinação. Entram nesse balaio os maquiadores, figurinistas, diretores… qualquer profissional que transite ao redor do elenco.

O que muda são as exigências de testes nas zonas B e C, não sendo mais obrigatórios. Todos os sindicatos de Hollywood se uniram para informar sobre a renovação dos protocolos e defender itens de restrição a serem obedecidos. Embora haja esse movimento antivacina, a maioria defende a obrigação da imunização.

“O novo acordo mantém os princípios fundamentais e as abordagens práticas que mantiveram a indústria funcionando com segurança desde o início da pandemia”, disse o comunicado.

Lembrando que no estopim do surto de Covid-19, em março de 2020, Hollywood “fechou”. Todas as produções foram subitamente suspensas até se chegar a um acordo sobre o que fazer, achar uma solução para manter a indústria do entretenimento ativa. Daí veio a cartilha ativada em setembro daquele ano, com renovações aplicadas de tempos em tempos desde então. O núcleo duro das diretrizes pouco foi alterado nesse período todo.

O ponto de discórdia é a obrigação da carteirinha de vacinação contra a Covid-19 atualizada para trabalhar em Hollywood. Muitos atores e profissionais perderam empregos e benefícios trabalhistas por não terem se vacinado. Existe uma brecha autorizando empresas, em algumas condições, a suspenderem essa obrigação (Disney e Netflix já fizeram isso).

Há ainda uma cláusula que permite que trabalhadores possam comprovar que não tomaram vacinas contra a Covid-19 por questões médicas ou religiosas. Contudo, essas exceções são raramente aceitas na prática, segundo a argumentação do movimento antivacina.


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