FAXINA GERAL

Hollywood cancela e extermina 16 séries no primeiro mês pós-greve; veja lista

Grandes conglomerados passam o rodo enquanto fazem contas de olho no azul
DIVULGAÇÃO/CBS/NBC/THE CW
Iain Armitage em Young Sheldon (à esq.), Natalie Zea em La Brea e Tyler Hoechlin em Superman & Lois
Iain Armitage em Young Sheldon (à esq.), Natalie Zea em La Brea e Tyler Hoechlin em Superman & Lois

Primeiro mês da retomada de Hollywood após o fim da histórica greve dupla, de roteiristas e atores, novembro de 2023 tende a ser um ponto de virada no mercado televisivo americano. Esquece a era da Peak TV (TV no Auge), aquela da abundância de comédias, dramas… Entra em campo a contenção de gastos severa. O resultado disso foi o cancelamento ou fim de 16 séries nos últimos 30 dias.

Emissoras, streamings e canais americanos precisam se adaptar aos novos contratos firmados com os sindicatos dos atores e roteiristas, que prometem ser mais custosos do que outro vínculo firmado recentemente, com os diretores. Esse é só mais um fator que complica os balanços financeiros dos conglomerados de mídia de Hollywood. A operação, para quase todos, está no vermelho ou quase chegando lá.

Daí não tem muito papo. De onde puder vir uma pequena economia, o corte será decretado. Vale até mesmo cancelar a renovação de uma série, como foi o caso de Chapelwaite (HBO Max, no Brasil), produção do canal americano MGM+ estrelada por Adrien Brody.

Em novembro, teve projeto abortado em plena produção. O canal Starz cancelou uma nova série da vencedora do Oscar Ava DuVernay, um drama romântico que nem título tinha, mas que as gravações foram iniciadas antes de maio, quando começou a paralisação dos roteiristas. Essa atração foi aprovada com uma encomenda de três temporadas e teria o protagonismo de Joshua Jackson (Dr. Death) e Lauren Ridloff (The Walking Dead).

O caso de The Good Lawyer, spin-off de The Good Doctor, é típico do atual cenário pós-greve. Exibido dentro de The Good Doctor, o primeiro episódio do drama jurídico agradou, bem aceito por todos (mídia e público). Mas quando os detalhes da série completa iriam ser discutidos, vieram as greves. Como os piquetes se estenderam, venceu o prazo para acertar com atores e equipe. Assim, a atração filhote foi oficialmente descartada, não valendo a pena o esforço de resgatá-la e correr atrás. 

Ocorreram dois cancelamentos em massa, da Netflix (duas séries de uma vez só) e Prime Video (três). Todas as atrações desse bolo, de Glamorous (Netflix) a Refúgio (Prime Video), fizeram o bingo rumo ao fim abrupto, combinando baixa qualidade com audiência fraca, engajamento ruim e vácuo na mídia especializada.

Algumas séries tiveram os respectivos finais decretados. Ao contrário do cancelamento, que é o término imediato da trama, essas vão ter a oportunidade de entregar um desfecho adequado aos fãs, amarrando a narrativa em um ponto-final previamente estabelecido. Se enquadram nessa raia séries tipo La Brea, Blue Bloods e Young Sheldon.

Veja as 16 séries que, em novembro, tiveram o cancelamento ou término anunciados:

  • Blue Bloods (fim após a 14ª temporada)
  • Chapelwaite (cancelada após uma temporada)
  • Com Amor (cancelada após duas temporadas)
  • Glamorous (cancelada após uma temporada)
  • La Brea (fim após a terceira temporada)
  • Miracle Workers (cancelada após a quarta temporada)
  • Os Horrores de Dolores Roach (cancelada após uma temporada
  • Refúgio (cancelada após uma temporada)
  • Seal Team (fim após a sétima temporada)
  • Sombra e Ossos (cancelada após duas temporadas)
  • Superman & Lois (fim após a quarta temporada)
  • Swagger (cancelada após a segunda temporada)
  • The Good Lawyer (piloto rejeitado)
  • The Rookie: Feds (cancelada após uma temporada)
  • Young Sheldon (fim após a sétima temporada)
  • Série sem título de Ava Duvernay (projeto abortado)


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