CURIOSIDADE MÓRBIDA

Efeito Dahmer: cresce busca por fotos reais de pessoas mortas na boate Kiss após série

Procura aumentou depois da estreia de Todo Dia a Mesma Noite, série brasileira da Netflix
REPRODUÇÃO/NETFLIX
Cena da minissérie Todo Dia a Mesma Noite
Cena da minissérie Todo Dia a Mesma Noite

Uma semana após o lançamento de Todo Dia a Mesma Noite, minissérie brasileira da Netflix sobre o incêndio na boate Kiss, a procura por fotos reais de pessoas mortas na tragédia aumentou consideravelmente na internet, em sites de busca ou redes sociais. Essa curiosidade mórbida replica o que ocorreu com o drama Dahmer: Um Canibal Americano, também da gigante do streaming.

Assim que saiu a série americana sobre o serial killer Jeffrey Dahmer, a busca por imagens das vítimas dele explodiram. Pessoas ao redor do mundo estavam atrás das fotos de verdade tiradas pelo assassino, que usou uma câmera Polaroid como visto nos episódios. Um site publicou essas imagens e teve mais de 5 milhões de visitas durante o mês de estreia de Dahmer.

Foto real do interior da boate Kiss após incêndio
Foto real do interior da boate Kiss após incêndio

Fotos da boate Kiss destruída após o incêndio, assim como fotos das vítimas mortas dentro da casa noturna e espalhadas pela rua, estão na internet. Há registros oficiais, como este acima feito pela investigação policial do caso, até imagens que não deveriam ser expostas por respeito às vítimas, como caixões abertos e corpos sem vida no local da tragédia.

Muitos negam, mas a curiosidade mórbida é real. Por que isso acontece? A psicologia explica. O que foi observado com Dahmer e se repete em Todo Dia a Mesma Noite já ocorreu em outras tantas situações. 

Quando o ator Paul Walker, astro da franquia Velozes e Furiosos, morreu em um acidente de carro, pessoas correram atrás de fotos da fatalidade. O mesmo se deu com a princesa Diana, também vítima de um acidente automobilístico (que será repercutido na última temporada de The Crown). Ou o vídeo do cadáver do cantor Cristiano Araújo que viralizou online, em 2015.

Esse tipo de exposição, por mais que tenha uma motivação psicológica individual, reforça a argumentação de que reviver tragédias, como as da boate Kiss, só agrava ainda mais a dor dos familiares que perderam entes queridos nessas catástrofes. Se para alguém distante é apenas uma curiosidade, só olhar uma imagem e pronto, para quem está próximo é um sofrimento ainda maior: é a morte sendo revivida.


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