RECAP

Final explicado de The Boys: banho de sangue para lavar a alma

Entre carnificina e cinismo, drama politicamente incorreto chega ao fim
REPRODUÇÃO/PRIME VIDEO
Jack Quaid no episódio final de The Boys
Jack Quaid no episódio final de The Boys

Após cinco temporadas alimentando a promessa de um acerto de contas definitivo, The Boys encerrou sua trajetória nesta quarta-feira (20) com Sangue e Ossos, episódio final marcado por brutalidade extrema e fechamento de arcos centrais. O título remete ao pacto firmado entre Capitão Pátria (Antony Starr) e Billy Bruto (Karl Urban) na terceira temporada da série do Prime Video: um último confronto, sem intermediários. A despedida leva essa ideia ao limite, em sequências de violência capazes de eclipsar até mesmo Herogasmo.

[Atenção: spoilers a seguir]

O capítulo abre com uma retrospectiva das atrocidades cometidas por Capitão Pátria ao longo da narrativa, preparação para a queda do antagonista em seu momento mais delirante. Obcecado pela própria divindade e agora imortal graças ao V1, o personagem narcisista encontra, enfim, uma vulnerabilidade.

Antes de morrer, Francês (Tomer Capone) transferiu a Kimiko (Karen Fukuhara) a habilidade baseada em explosões de energia derivadas da radiação usada em Soldier Boy (Jensen Ackles). Na batalha decisiva, travada no Salão Oval da Casa Branca, sede do governo americano, Bruto e Ryan (Cameron Crovetti) unem forças contra o Capitão Pátria. Imobilizado pelos dois, o vilão perde seus poderes quando Kimiko drena as habilidades do trio.

A punição surge logo depois, sem espaço para redenção. Reduzido a um homem comum, Capitão Pátria implora por sua vida enquanto Bruto o espanca até deformá-lo e encerra a execução com um pé-de-cabra atravessado em seu crânio. A morte espelha a crueldade disseminada pelo personagem de Starr durante toda a produção.

O desfecho distribui outras baixas importantes. Ó Pai (Daveed Diggs) ganha um fim grotesco ao ter a cabeça destruída pelo próprio acessório vocal tipo BDSM reforçado, acionado por Leitinho (Laz Alonso) no instante em que o superevangélico ativa seus poderes.

Já Profundo (Chace Crawford) cai diante de Luz-Estrela (Erin Moriarty). A heroína o atrai para uma praia, longe da Casa Branca, e transforma o embate em ajuste de contas pelo abuso cometido na primeira temporada. Atirado ao mar, o integrante dos Sete acaba atacado por peixes e criaturas marinhas hostis a seus atos recentes; um tentáculo de polvo atravessa seu crânio.

Entre os integrantes de The Boys, apenas Bruto não sobrevive. Rejeitado por Ryan e abalado pela morte tranquila de seu cachorro, Terror, o personagem conclui não haver mais propósito em sua cruzada individual voltada a Capitão Pátria. Seu alvo passa a ser toda a população super-humana.

Munido do vírus letal para supers, ele prepara um genocídio na Torre Vought ao contaminar o sistema de sprinklers. Hughie (Jack Quaid) intervém a tempo, trava uma luta sangrenta com o antigo líder do grupo e termina obrigado a atirar nele.

Nos instantes finais, Bruto admite jamais ter abandonado espontaneamente sua guerra; segundo ele, só Hughie, lembrança viva de seu irmão, conseguiu interromper sua escalada destrutiva.

  • Mesmo encerrando os principais conflitos, o episódio final de The Boys deixa portas entreabertas para o universo derivado da franquia. Os personagens de Gen V aparecem brevemente, sinalizando histórias ainda em aberto.
  • Em um salto temporal, Luz-Estrela surge grávida, trabalhando ao lado de Hughie em uma loja de eletroeletrônicos, embora continue atuando como heroína, enquanto o companheiro recebe uma oferta do governo para monitorar a Vought.
  • Stan Edgar (Giancarlo Esposito) reassume o comando da Vought com a promessa de supervisão mais rígida.
  • Soldier Boy permanece congelado após ter sido colocado novamente “no gelo” por Capitão Pátria. Sua sobrevivência alimenta a possibilidade do spin-off Vought Rising expandir a narrativa não somente no passado, mas também no presente.

Assim, The Boys fecha o ciclo iniciado em 2019 do mesmo modo como construiu sua reputação: entre carnificina, cinismo e banhos de sangue.

Siga nas redes

Fale conosco

Compartilhe sugestões de pauta, faça críticas e elogios, aponte erros… Enfim, sinta-se à vontade e fale diretamente com a redação do Diário de Séries. Mande um e-mail para:
contato@diariodeseries.com.br
magnifiercross

Cópia proibida.

Logo Diário de Séries
Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência possível para o usuário. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar a nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Você pode ajustar todas as configurações de cookies navegando pelas guias no lado esquerdo.