CANSAÇO

Fadiga crônica: como doença autoimune afetou Erin Moriarty em The Boys

Atriz foi bastante sincera ao comentar sobre seu delicado estado de saúde
DIVULGAÇÃO/PRIME VIDEO
Erin Moriarty na 5ª temporada de The Boys
Erin Moriarty na 5ª temporada de The Boys

Ao menos para Erin Moriarty, gravar a quinta e última temporada de The Boys não foi motivo de celebração. Figura central da trama na pele de Annie January/Luz-Estrela, ela gravou praticamente toda a leva derradeira da série sentindo muitas dores por causa de uma doença autoimune que descobriu recentemente. O cansaço da personagem, observado pelos espectadores, foi algo real vivenciado pela atriz, não encenado.

Ela fez essa confissão em entrevista ao site The Hollywood Reporter, contando que não se sentiu presente nas cenas, principalmente nas dos seis primeiros episódios. “Foi como se eu estivesse offline”, explicou. “Só fui me sentir realmente inteira na reta final [da quinta leva].”

“Gostaria de ter conseguido usar isso para enriquecer ou dialogar com o cansaço da personagem, mas, para ser honesta, eu estava no set todos os dias apenas tentando, com muita, muita dificuldade, dar conta de tudo.”

Em junho de 2025, Erin tornou público o diagnóstico recente da Doença de Graves. Já haviam passado seis meses de gravação da última temporada de The Boys. Os diversos sintomas (como fadiga crônica e náusea) logo ficaram para trás graças ao tratamento imediato, e ela finalmente voltou a se sentir bem a tempo do desfecho da série.

A Doença de Graves é um distúrbio autoimune que afeta a glândula tireoide e leva à produção excessiva de hormônios tireoidianos, quadro conhecido como hipertireoidismo. Como resultado, o próprio sistema imunológico passa a produzir anticorpos que estimulam indevidamente a tireoide, acelerando o metabolismo do organismo.

Os principais sinais incluem perda de peso inexplicada, batimentos cardíacos acelerados, ansiedade, tremores e intolerância ao calor. Em alguns casos, há alterações oculares características, como olhos mais salientes.

Erin contou que o trauma vivido foi tão grande que ela não está assistindo ao final da série: “Eu acompanhei todas as temporadas de The Boys. Amo muito essa série. Mas não vou assistir à última temporada porque, agora, é essencial colocar minha saúde psicológica acima de qualquer outra coisa.”

Ela continuará falando publicamente sobre doenças autoimunes para dar visibilidade e alertar o maior número possível de pessoas. “Doenças autoimunes podem ser profundamente impactantes. Acho que as pessoas não têm noção da dimensão que isso pode alcançar”, afirmou.

“Gostaria de poder dizer que isso ajudou a personagem, mas, infelizmente, a realidade era simplesmente outra, a de conseguir atravessar cada dia. O impacto psicológico que isso teve em mim poderá ser útil no futuro, mas não consegui aproveitar isso enquanto tudo acontecia ao mesmo tempo [no set de The Boys]”.

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