DRAMA NACIONAL

Globo exibe primeiro episódio de Fim na Tela Quente; a série é boa?

Atração com elenco de ponta é baseada em best-seller de Fernanda Torres
DIVULGAÇÃO/GLOBOPLAY
Marjorie Estiano com Fabio Assunção em cena de Fim
Marjorie Estiano com Fabio Assunção em cena de Fim

A Globo vai exibir o primeiro episódio da série Fim na Tela Quente, na segunda-feira (11), após o especial Amigos – 20 anos. O drama +18, carregado de cenas fortes e nudez, tem como base o livro homônimo de Fernanda Torres. A história acompanha as mais variadas fases de um grupo de amigos, da juventude à velhice, durante quatro décadas. Dito isso, a série é boa? Vale a pena assistir?

Sim, é a resposta da segunda pergunta. Já para a primeira… Daí depende do gosto do freguês. Pelo conjunto da obra, Fim é boa, mas para por aí. Não chega ao nível excelente de Os Outros, por exemplo, para pegar outra produção nacional e original do Globoplay lançada neste ano.

Fim tem um elenco de primeira, no papel. Estão na tela atores de ponta como Fabio Assunção, Marjorie Estiano, Laila Garin, Débora Falabella, Thelmo Fernandes, David Junior, Heloisa Jorge e Emilio Dantas. Mas atuação não é o forte desse drama tragicômico.

Algumas performances beiram a caricatura. Dá para ver a quilômetros de distância qual será a reação surtada de determinado ator em uma cena. Então, não há atuações viscerais, sensíveis e impactantes como em Os Outros. Os destaques de Fim no quesito atuação são Fabio Assunção e Thelmo Fernandes, apenas.

É preciso registrar o descuido ocorrido no quinto episódio, no qual o drama mostra uma cena de suicídio sem qualquer alerta prévio, agindo contra o recomendável. Nem teve uma mensagem no final, como também é costume em situações do tipo, encorajando o telespectador que enfrenta depressão ou algo parecido a procurar ajuda psicológica especializada.

Um ponto positivo de Fim, que chama a atenção episódio após episódio, é a direção de arte. O trabalho de ambientação da história é impecável, indo de 1968 a 2012, fugindo do estúdio e do chromakey (foram usadas 290 locações). A produção foi além do truque de colocar no set carros antigos para indicar ao público em qual período o enredo está. Diversos detalhes, do figurino a itens domésticos, englobam esse capricho exemplar. 

E existe um cuidado no texto para evidenciar que os personagens estão em determinada década. Além das gírias, tem questões como modo de se pensar, de enxergar a vida, que muda com o passar dos anos de acordo com a caminhada de cada um. 

Pela perspectiva da narrativa, Fim não tem heróis nem mocinhas. No máximo, é possível apontar algum personagem maquiavélico que tenha bondade escondida atrás da vilania. Fato é que a série iguala homens e mulheres: todos são ruins, cheios de falhas e distantes da perfeição. Só um ou outro se salva.

Fim está disponível completa (dez episódios) no Globoplay.

Capa do livro Fim, de Fernanda Torres
Capa do livro Fim, de Fernanda Torres

Conheça a trama de Fim

A história de Fim segue os passos de nove protagonistas, Estão ali pessoas de uma geração que acreditava no “felizes para sempre”, mas foram atropeladas pela revolução de costumes dos anos 1970. Ao longo das décadas, os amigos compartilham amores, traições, mágoas, alegrias, manias, loucuras e frustrações.

O pontapé inicial da narrativa se dá com a partida de Ciro (Fabio Assunção), o mais admirado do grupo, que morre sozinho na cama de um hospital. Nos tempos dourados, se apaixonou perdidamente por Ruth (Marjorie Estiano), com quem se casou. Seu jeito agregador conquistou a moça igualmente encantadora, que também era o centro das atenções nas rodas que frequentava.

Juntos, os dois formavam um casal de causar inveja, não fosse o passar do tempo e os percalços da vida roubarem o brilho dessa união.

O solteirão mais atlético da turma, Ribeiro (Emilio Dantas), também cai de amores por Ruth. Acostumado a se envolver com meninas bem mais novas, passa a vida à sombra de Ciro, servindo de plateia para o relacionamento do amigo.

Levando uma vida hedonista e sem responsabilidades, Silvio (Bruno Mazzeo) se casa com Norma (Laila Garin), uma moça do interior de São Paulo. Prestativa e amigável, Norma se deixa levar pela ideia de sair da roça e aceita a união com Silvio mesmo sabendo que ele não pretende abandonar seus vícios e prazeres da juventude ao longo da vida. Cheio de irreverência, Silvio protagoniza cenas icônicas, sendo gatilho para reflexões de seu grupo de amigos.

Enquanto isso, o atrapalhado Álvaro (Thelmo Fernandes) se casa com Irene (Débora Falabella), formando um par no mínimo inusitado. Ele, sem jeito com mulheres, consegue fazer a moderna e ambiciosa Irene entrar num relacionamento do qual ela se arrepende.

Já Neto (David Júnior) e Célia (Heloisa Jorge), têm uma realidade bem diferente dos demais. Trabalhadores desde cedo, se apaixonam e consolidam um casamento tradicional, do qual muitos se orgulham. Juntos, eles selam um pacto de fidelidade e se protegem de um mundo de permissividade, para o qual não foram convidados a participar.


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