BALANÇO

As seis melhores séries de 2023 que você ainda não viu

Entre as atrações estão dois spin-offs de The Walking Dead e comédia com Bob Odenkirk
DIVULGAÇÃO/AMC/PEACOCK/AMC
Norman Reedus (à esq.), Kaley Cuoco e Bob Odenkirk em séries inéditas no Brasil
Norman Reedus (à esq.), Kaley Cuoco e Bob Odenkirk em séries inéditas no Brasil

Apesar de estarmos na era das estreias simultâneas com os Estados Unidos e com streamings para todos os gostos, ainda tem série que faz sucesso na TV americana e demora para aterrissar em território tupiniquim, isso em pleno 2023. Parte da culpa desse atraso é dos direitos de distribuição, que afeta até mesmo produções da popular franquia The Walking Dead.

O Diário de Séries selecionou as seis melhores séries do ano que ainda não estrearam no Brasil. Algumas são do Peacock, streaming da NBCUniversal indisponível por aqui. Outras são do grupo AMC, que até tem um canal nacional na TV por assinatura, porém nem todas as atrações americanas são exibidas nessa vitrine.

As seis melhores séries de 2023 inéditas no Brasil

Kaley Cuoco em cena de Based on a True Story
Kaley Cuoco em cena de Based on a True Story

Based on a True Story
(streaming Peacock)

Criação de Craig Rosenberg, roteirista de The Boys, Based on a True Story é uma comédia que explora o mundo dos podcasts de true crime, similar ao visto em Only Murders in the Building. Kaley Cuoco, a eterna Penny de The Big Bang Theory, brilha mais uma vez longe da comédia nerd, depois de passagem bem-sucedida em The Flight Attendant (HBO Max).

Kaley atua ao lado de Chris Messina. Eles interpretam um casal, Ava e Nathan, respectivamente, tedioso e padrão. Ela acredita que sabe quem é o assassino de um crime que estampa manchetes em todo o noticiário. Para sair do marasmo, os dois decidem lançar um podcast sobre o caso, com uma reviravolta: o suspeito também vai participar.

Lauren Cohan com Jeffrey Dean Morgan em The Walking Dead: Dead City
Lauren Cohan com Jeffrey Dean Morgan em Dead City

Dead City
(canal AMC)

Um dos novos spin-offs de The Walking Dead é carregado por uma dupla inesperada. Inimigos na pura essência da palavra, Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Maggie (Lauren Cohan) se reúnem em Nova York em uma missão de resgate, na narrativa que basicamente é a continuação da história contada na série mãe.

Dead City é envolvente, movimentada, excitante… É isso é muito mais pelo detalhe simples de a primeira temporada contar com só seis episódios. Ou seja, não há tempo a perder nem para as enrolações tão características dos piores anos de The Walking Dead. 

E a junção de Negan com Maggie foi uma ótima sacada, ainda mais com eles em um cenário incomum do universo zumbi TWD: andando pelas ruas de uma cidade grande.

Norman Reedus no drama zumbi Daryl Dixon
Norman Reedus no drama zumbi Daryl Dixon

Daryl Dixon
(canal AMC)

Tida como a atração da franquia The Walking Dead mais densa e rebuscada, estilo dramas da HBO e Showtime, Daryl Dixon foi comparada com The Last of Us por causa de sua premissa.

Na série filhote de TWD, Daryl Dixon (Norman Reedus), o galã do apocalipse zumbi, escolta uma criança chamada de Laurent (Louis Puech Scigliuzzi), considerada como a salvadora da humanidade. O herói acompanha o garoto em um mundo rodeado de perigos, sejam vindos dos mortos-vivos ou dos vivos-vivos mesmo, humanos que são ameaça. Pode-se dizer que, no mínimo, é bem parecida com The Last of Us.

Realmente, a série Daryl Dixon é diferente de qualquer outra do universo zumbi. O pano de fundo é a França empesteada de zumbis, com a adição de um grupo religioso progressista, facilitando a jornada do herói no país do Velho Continente. Das escolhas narrativas ao estilo de direção, essa atração se destaca quando equiparada a outras do mundo de TWD.

Bob Odenkirk na série Lucky Hank
Bob Odenkirk na série Lucky Hank

Lucky Hank
(canal AMC)

Logo após colocar um ponto-final na jornada de Saul Goodman/Jimmy McGill na memorável Better Call Saul, Bob Odenkirk engatou um novo trabalho. Na série Lucky Hank, ele entregou outra atuação digna de aplausos, mas agora em uma produção mais voltada ao humor. É bom pontuar que o ator tem raiz na comédia, com vários papéis hilários ao longo da carreira.

Odenkirk interpreta William Henry “Hank” Devereaux, Jr., professor universitário de inglês que é chefe do departamento dessa disciplina em uma faculdade subfinanciada. Ele caminha na linha entre a crise da meia-idade e o colapso total, navegando no caos excêntrico em sua vida pessoal e profissional. 

Ao lado de Odenkirk está a sempre cirúrgica Mireille Enos, que vive a mulher de Hank, Lily, diretora de uma escola.

Natasha Lyonne na 1ª temporada de Poker Face
Natasha Lyonne na 1ª temporada de Poker Face

Poker Face
(streaming Peacock)

Poker Face reinventa a tão popular narrativa policial de uma detetive nada usual que não necessariamente investiga quem matou, mas como. A criação é de Rian Johnson, roteirista duas vezes indicado ao Oscar pelos filmes Entre Facas e Segredos (roteiro original) e Glass Onion – Um Mistério Knives Out (roteiro adaptado).

O protagonismo é de Natasha Lyonne (Orange Is the New Black), na pele de Charlie Cale, mulher com um dom imensurável: é capaz de perceber quando uma pessoa está mentindo ou falando a verdade. Ela é descolada e dona de personalidade única, com a vocação de resolver quebra-cabeças usando os métodos mais inusitados possíveis, sempre com sagacidade e bom humor.

Natasha concorre ao Emmy 2023 de melhor atriz de comédia por esse papel.

Cartaz da série Mrs. Davis, com Betty Gilpin
Cartaz da série Mrs. Davis, com Betty Gilpin

Mrs. Davis
(streaming Peacock)

A inteligente, diferentona e hilária Mrs. Davis possui pedigree. Tem a criação de Damon Lindelof, 12 vezes indicado ao Emmy (ganhou uma estatueta por Lost e duas por Watchmen). O protagonismo é da sempre afiada, e queridinha da Academia de Televisão americana, Betty Gilpin, três vezes indicada pela série Glow, da Netflix.

Mrs. Davis é a série certa para o atual momento da sociedade. No centro da trama está uma inteligência artificial que, com seus algoritmos, domina o agir de pessoas ao redor do mundo. 

O barato da comédia é que a única salvadora da humanidade é logo uma freira, chamada de Simone, vivida por Betty. Abusando de soluções mirabolantes, a narrativa amarra bem esses dois pontos aparentemente soltos, da religião e tecnologia. A viagem é delirante e prazerosa.


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