NA HBO MAX

Análise: Stargirl é exemplo de como uma série de herói deve ser

Drama apresenta estrutura narrativa simples e muito bem executada
DIVULGAÇÃO/THE CW
Brec Bassinger na 3ª temporada de Stargirl
Brec Bassinger na 3ª temporada de Stargirl

Com a terceira temporada, lançada nesta quinta-feira (8) na HBO Max, Stargirl atinge dois feitos. Além de desafiar a lógica e permanecer viva em meio ao massacre em curso no streaming da Warner e entre as produções da DC, o drama se consolida como uma das melhores séries de heróis da atualidade, mostrando como uma atração desse gênero deve ser.

Prever o futuro de Stargirl é complicado. Inserida em um contexto espinhoso envolvendo HBO Max e DC, o drama teen faz o dever de casa para continuar ativo. A terceira temporada é uma evolução das outras duas, propriamente intitulada de Frenemies, expressão que junta as palavras friends (amigos) com enemies (inimigos).

E a audiência, nos Estados Unidos, está correspondendo. Por lá, a terceira leva teve dois episódios exibidos pela rede The CW e atingiu média de 500 mil telespectadores, próxima da marca do ano anterior.

A boa simplicidade de Stargirl

Stargirl narra a jornada de Courtney Whitmore (Brec Bassinger). Ela vira a heroína Stargirl após descobrir que tem poder de manusear o Cajado Cósmico, item que pertencia ao Starman (Joel McHale), integrante da Sociedade da Justiça da América (SJA) original. Ela assume a responsabilidade de reunir outros adolescentes com poderes especiais para formar a SJA jovem.

A atração é recheada de mensagens positivas, apelando à generosidade da segunda chance, de dar outra oportunidade a quem errou. Tem o embate clássico de mocinhos versus vilões sem repetir fórmulas batidas, trazendo algo novo sempre. O didatismo da narrativa, sem muita brisa nas ideias, ajuda na experiência de acompanhar Stargirl com tranquilidade.

O legal da terceira temporada é que essas características estão impressas claramente nos episódios. E se destaca o mote da segunda chance. Soma-se a isso a dúvida se aquela pessoa que se diz amiga é inimiga. Ou se quem um dia foi inimigo pode ser amigo de verdade.

Escape da carnificina

Stargirl merece chegar ao fim nos próprios termos. Se for cancelada, será uma pena. O cenário é tão nebuloso que é difícil elaborar qualquer previsão balanceada. Pelo menos nesse instante, a série está firme.

A partir dessa terceira temporada, a HBO Max entrou como parceira da The CW no financiamento da série, ajudando nos custos. Logo, são duas empresas que passam por reajustes severos cuidando do futuro da produção.

No caso da The CW, a rede nanica americana passou o rodo e cancelou geral na última temporada, incluindo atrações da DC como Naomi, Batwoman e Legends of Tomorrow. 

Stargirl escapou do corte e faz parte do plantel de séries da DC atualmente no ar. São sete no total: Flash, Titãs, Patrulha do Destino, Pennyworth, Superman & Lois, Pacificador e Stargirl.

Na outra ponta do enrosco está a HBO Max. O streaming está sendo diretamente afetado após a fusão da Warner Bros. com o grupo Discovery. Priorizando a economia e diminuição de uma dívida milionária, os executivos da HBO Max estão cancelando produções ao monte, até o filme da Batgirl foi alvo da navalha; mesmo estando pronto, não será lançado em nenhuma plataforma. 

Stargirl pode ser a próxima vítima, mais por conta dos negócios do que pela qualidade da série.

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