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Preguiçosa e maçante, série A Morte Entre Outros Mistérios é cancelada

Suspense estilo 'quem matou' exalou falta de criatividade e não empolgou
DIVULGAÇÃO/HULU
Violett Beane em A Morte Entre Outros Mistérios
Violett Beane em A Morte Entre Outros Mistérios

A série A Morte Entre Outros Mistérios foi cancelada após uma única temporada. Disponível no Star+, a trama fica sem desfecho, pois o episódio derradeiro, lançado no último dia 5, teve um final aberto. A atração estilo “quem matou” não registrou bons números de audiência, no ibope americano, e recebeu da crítica uma avaliação mediana para baixo.

A Morte Entre Outros Mistérios até tentou, mas não passou da segunda divisão dos dramas de mistério sobre a captura de uma pessoa assassina. A narrativa preguiçosa, estilosa mas sem alma, foi café com leite e não chegou aos pés de outras atrações similares como Only Murders in the Building e Assassinato no Fim do Mundo, para citar apenas dois exemplos de séries do mesmo naipe disponíveis no Star+.

Quando bem executada, a fórmula “quem matou” é infalível. Ao contrário, torna-se maçante, que foi o caso. Os dois pontos mais importantes de suspenses assim foram frágeis na série, tanto a revelação de quem cometeu o tal assassinato como a jornada até essa descoberta.

Ambientada em meio ao glamour da elite global, A Morte Entre Outros Mistérios contou a história da brilhante e destemida Imogene Scott (Violett Beane), que se encontrou no lugar e hora errados (tudo bem, foi culpa dela) e se tornou a principal suspeita de um misterioso assassinato em um quarto trancado. 

O contexto? Um cruzeiro em um transatlântico luxuoso no Mediterrâneo. Os suspeitos? Todos os convidados mimados e tripulantes exaustos. O problema? Para provar sua inocência, ela precisou unir forças com um homem que ela desprezava: Rufus Cotesworth (Mandy Patinkin), o melhor detetive do mundo.

A Morte Entre Outros Mistérios fez pouco para fugir dos clichês, como apresentar todos os personagens mentindo e guardando segredos somente para manter vivo um mistério raso. Foi o truque do “eu complico para descomplicar depois”. E a narrativa logo perdeu o rumo, esgotando ideias e exalando falta de criatividade.

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