
Chegou a vez do aguardado final de The Boys. Na quarta-feira (20), o Prime Video exibe o último episódio de uma das suas mais populares séries, baseada em uma HQ homônima criada por Garth Ennis e Darick Robertson. A publicação durou de 2006 a 2012 e contou com 72 edições.
O showrunner Eric Kripke, criador da versão televisiva do quadrinho, alterou uma coisa aqui e outra ali ao longo da adaptação. Inclusive, ele deixou claro que o desfecho da série será “radicalmente diferente” daquele visto no material original.
De qualquer modo, vale a pena descobrir o que aconteceu no fim da HQ para saber quem morre e quem sobrevive, até para comparar com a conclusão do drama. Confira:
O final de The Boys na HQ
Ao se aproximar da linha de chegada, o quadrinho de The Boys mostra os Estados Unidos em um colapso institucional liderado por Capitão Pátria. O super assume o controle da Casa Branca após organizar um golpe de Estado apoiado por um exército de supers. O presidente norte-americano é assassinado, enquanto o líder dos Sete passa a ocupar simbolicamente o posto mais poderoso do país.
A resposta vem pelas mãos de Billy Bruto. Ao lado das Forças Armadas, equipadas com armamentos capazes de matar supers, o personagem marcha até a Casa Branca carregando apenas um pé de cabra e disposto a enfrentar Capitão Pátria diretamente. O confronto, porém, toma um rumo inesperado.
Antes do duelo definitivo, Black Noir surge e revela a grande reviravolta da HQ: o personagem tipo Batman, na verdade, é um clone superior a Capitão Pátria, criado justamente para eliminá-lo caso saísse do controle. A descoberta redefine toda a trajetória do antagonista.
Capitão Pátria começa a receber fotografias mostrando crimes brutais supostamente cometidos por ele próprio, atrocidades das quais não possui lembrança. Aos poucos, passa a acreditar que sofre apagões mentais seguidos de surtos violentos. A manipulação o empurra progressivamente para a insanidade completa.
Posteriormente, Black Noir admite ter arquitetado toda a farsa. Disfarçado como Capitão Pátria, o clone cometia assassinatos e outros crimes hediondos para destruir psicologicamente o original. Entre os atos atribuídos ao super aparece até mesmo o abuso sexual da esposa de Billy Bruto, elemento central para desestabilizar emocionalmente o personagem.
A revelação desencadeia o embate definitivo entre os dois. Furioso, Capitão Pátria parte para o ataque, mas acaba derrotado de maneira brutal. Black Noir deixa o local carregando o torso arrancado do rival nas próprias mãos, antes de ser alvejado pelo Exército dos Estados Unidos. Gravemente ferido, termina executado por Billy Bruto, responsável por esmagar seu crânio com um pé de cabra.
A carnificina não poupa nem mesmo os integrantes dos Sete. Depois das mortes de Capitão Pátria e Black Noir, só Profundo e Luz-Estrela sobrevivem, ambos forçados ao isolamento. Rainha Maeve e Trem-Bala já haviam sido assassinados anteriormente por Capitão Pátria durante o desenrolar da história.
Insatisfeito mesmo após a queda dos inimigos, Billy Bruto obtém uma variante do Composto V capaz de aniquilar todos os supers do planeta. Quando Leitinho, Kimiko e Francês tentam impedir o massacre, eles são mortos pelo próprio companheiro ‘ex-chefe’.
No fim, sobra somente Hughie Campbell da turma ‘Os Garotos’. Diante da escalada homicida de Bruto, o personagem mais frágil do grupo assume a responsabilidade de detê-lo. O confronto derradeiro ocorre no topo do Empire State Building e se encerra com Hughie cravando uma faca no peito do antigo aliado. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br


