
Uma das séries mais caras já feitas na história da TV mundial, Citadel está de volta após um intervalo de três anos. O drama de espionagem retorna com a segunda temporada nesta quarta-feira (6) e apresenta uma novidade no elenco: a participação do ator brasileiro Gabriel Leone (Dom, Senna).
Concebida para ser uma atração positivamente marcante, Citadel caiu no esquecimento e só causou dor de cabeça para os executivos do Prime Video. O custo estratosférico da primeira temporada (300 milhões de dólares por seis episódios) não gerou o lucro esperado e nem a repercussão desejada entre a crítica e o público.
Assim, o jeito foi remontar o projeto na esteira de brigas nos bastidores, que culminaram em um racha criativo acerca dos caminhos da narrativa, e a demissão chocante da executiva Jennifer Salke, ex-chefe do Amazon MGM Studios. Ela foi a pessoa que elaborou o argumento da trama, oferecida para os irmãos Joe e Anthony Russo, famosos por filmes da Marvel; Joe dirigiu todos os episódios da nova leva de Citadel.
Citadel surgiu para ser uma franquia global do Prime Video. Mas as duas séries filhotes fracassaram tal qual a atração matriz. Os spin-offs Diana (italiano) e Honey Bunny (indiano) foram cancelados depois de uma única temporada.
A segunda temporada de Citadel
Produção ambiciosa, Citadel se insere no terreno dos thrillers de espionagem com ritmo acelerado e vocação global. A narrativa acompanha Mason Kane (Richard Madden), Nadia Sinh (Priyanka Chopra) e Bernard Orlick (Stanley Tucci), agentes de elite ligados a uma organização lendária aniquilada pela Mantícora, rede implacável sustentada por algumas das famílias mais poderosas do planeta.
Diante do surgimento de uma ameaça inédita, o trio retorna à ativa com uma missão de alto risco: reunir um grupo improvável de novos operativos e conduzir uma operação internacional para impedir uma conspiração capaz de redefinir os rumos da humanidade.
A trama aposta em ação de grande porte, reviravoltas e um conjunto ampliado de personagens enigmáticos, reforçando a sensação constante de instabilidade em um cenário no qual alianças se mostram frágeis e identidades, ambíguas.
Na primeira temporada, foram apresentadas as origens do conflito. Kane e Sinh integravam a Citadel, agência global independente destruída oito anos antes em um ataque devastador conduzido pela própria Mantícora, que atua nas sombras e exerce influência sobre o equilíbrio geopolítico. Após o colapso, ambos tiveram as memórias apagadas e seguiram caminhos distintos, dispersos pelo mundo.
O passado ressurgiu quando novas informações vieram à tona. Convocado por Orlick, um antigo aliado, Kane retomou suas atividades e se uniu novamente a Nadia. Juntos, tentam conter o avanço da Mantícora e impedir a consolidação de uma nova ordem mundial sob o controle do grupo. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



