
A quinta temporada de Emily em Paris (Netflix) é um verdadeiro showroom de marcas de luxo. E olha que não custa tão caro assim fazer um merchan na série, seja algo mais simples, como citação simples ou exibição de um produto, ou quando é alguma coisa mais chamativa, tipo um episódio inteiro dedicado a uma grife.
Jean-Dominique Bourgeois, presidente de uma agência francesa especializada em marketing indireto (merchan) na indústria do audiovisual, já fez trabalhos para Emily em Paris, como no episódio do McDonald’s, na terceira temporada. Em entrevista à AFP, ele revelou os valores que a série cobra de labels premium.
As cifras variam de meio milhão de euros a um milhão (R$ 6,5 milhões). Essa última cota, digamos assim, é usada pelas empresas que querem ver a marqueteira Emily Cooper (Lily Collins) criando uma campanha publicitária para a fictícia Agência Grateau. Nesse caso, a comédia dedica um capítulo integralmente voltado a uma determinada grife.
Por isso, o investimento sai barato. Veja o caso da Intimissimi, marca italiana de lingerie destaque na quinta temporada, com direito a ter o nome estampado no título do terceiro episódio. A casa de moda, com sutiã vendido por R$ 340, tem potencial de aparecer para cerca de 300 milhões de assinantes em mais de 190 países. Uma ação global desse tamanho custaria muito mais do que um milhão de euros.
Vale registrar que as empresas desse segmento de alto padrão participam da preparação do roteiro. No final das contas, o retorno desse posicionamento planejado compensa.
Emily em Paris proporciona uma parceria muito interessante para as marcas de luxo porque a publicidade é a alma do negócio, está no centro da trama. Então, as inserções de marketing indireto podem ser sutis, por estarem em consonância com a narrativa.
Isso vale tanto para as campanhas da Agência Grateau quanto para o visual ou rotina dos personagens. Veja alguns exemplos da quinta temporada:
- Fendi: loja icônica recebe visita por Emily; bolsa cobiçada é exibida;
- Dolce & Gabbana: várias peças presentes no figurino;
- Valentino: acessórios de alta costura (como bolsas beaded) estão entre os itens usados;
- Ferragamo: um dos vestidos da executiva Sylvie;
- Burberry: pijama de seda;
- Loewe: óculos marcante usado por Emily.
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João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



