COFRE ABERTO

1923: spin-off de Yellowstone custa 2 vezes mais do que Game of Thrones

Ovelhas, gados e cavalos reais saem mais caros do que dragão computadorizado
DIVULGAÇÃO/PARAMOUNT
Harrison Ford e Helen Mirren na série 1923
Harrison Ford e Helen Mirren na série 1923

Spin-off de Yellowstone, a série 1923 precisou de uma fortuna para sair do papel. Confiando no taco de Taylor Sheridan, o criador do rico universo faroeste, o grupo Paramount abriu o cofre sem medo. Segundo o próprio showrunner, cada episódio do drama de época custou US$ 30 milhões (R$ 156 milhões); a menor estimativa. É um valor duas vezes maior do que a última (e épica) temporada de Game of Thrones, de 2019, com cada episódio saindo por US$ 15 milhões.

Tanto a primeira temporada de 1923 quanto a oitava de Game of Thrones consistem de oito capítulos cada. Assim, 1923 fechou a leva inicial por US$ 240 milhões (R$ 1,25 bilhão) e a trama fantasiosa da HBO passou a régua em US$ 120 milhões.

1923 estreou neste domingo (5), no Paramount+. O filhote de Yellowstone está com a segunda temporada confirmada.

Taylor Sheridan revelou os valores de 1923 em entrevista ao site Deadline. Ao comentar sobre o custo da série, de imediato veio a comparação com Game of Thrones. Existem séries que foram tão caras quanto GoT ou até mais. Porém, quando se fala de produção grandiosa, em todos os sentidos, a atração da HBO é a primeira a vir à mente.

“Digo que foi muito caro [fazer 1923]”, revelou o showrunner. “Muito caro. Não sei qual foi o orçamento de Game of Thrones, mas acredito que não tenha sido maior do que o nosso.”

Ele contextualizou isso citando a generosidade do conglomerado da montanha. “A Paramount é muito boa comigo. São flexíveis e me entendem como contador de história”, disse Sheridan. “Eles toparam fazer mais episódios porque eu pedi e precisava [falando aí da segunda temporada].”

“Pense, estamos tratando aqui de uma série que custa de US$ 30 milhões a US$ 35 milhões por episódio. E eu acabei pedindo mais oito [segunda leva]. Eu não sou bom de matemática, mas sei multiplicar oito por três e adicionar um monte de zeros… e perceber que eu acabei, na verdade, pedindo por mais US$ 240 milhões.”

O custo de uma série abrange muitas coisas, do salário dos atores à montagem dos sets, passando por direção de arte e questões de logísticas. Tramas fantasiosas e cheias de efeitos especiais, como Game of Thrones e Os Anéis de Poder (esta a série mais cara já feita), são as primeiras lembradas dentro desse assunto. Mas outros tipos de atrações podem ser tão custosas quanto.

Por incrível que pareça, The Get Down está na lista das séries mais caras de todos os tempos. O drama musical da Netflix, fracasso retumbante, crava essa vaga por conta dos caríssimos direitos autorias de músicas que teve de pagar. No caso de The Crown, por exemplo, o orçamento atinge as alturas pelo investimento feito no figurino, instalações e direção de arte.

Então, o que 1923 tem de valioso assim? Com a palavra, Taylor Sheridan: “Na série, você vê seis mil ovelhas, três mil gados… Gravamos na África, tudo real. Você tem ideia de o quanto é difícil levar uma equipe inteira para a África em 2022, em plena pandemia de Covid e tudo mais, obedecendo os protocolos? Nós passamos por quatro países africanos, como Quênia e Tanzânia”.


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