ULTRAMARATONA

Uma pessoa precisaria de 350 anos para ver todo o conteúdo dos streamings

Estudo ajuda a ter uma noção do quão grande é o volume de programas disponíveis
DIVULGAÇÃO/CBS
Mayim Bialik e Jim Parsons em The Big Bang Theory
Mayim Bialik e Jim Parsons em The Big Bang Theory

A overdose de atrações disponíveis nos streamings é evidente. Um estudo recente ajuda a entender isso melhor: uma pessoa precisaria de 350 anos para ver tudo o que é oferecido pelas plataformas. Foi o que revelou Lucia Recalde, executiva da European Commission, em painel no Series Mania, festival sobre o mercado televisivo realizado nesta semana, em Lille (França).

Lucia divulgou esse dado ao ser questionada justamente sobre o volume de atrações televisivas que cada vez mais cresce. São produções que brigam pela a atenção dos espectadores ao redor do mundo. Para cada cancelamento, outros tantos programas surgem.

“Fizemos um estudo sobre quanto tempo uma pessoa levaria para assistir a todo o conteúdo que está disponível hoje nos streamings: 350 anos”, contou. “E não foram considerados conteúdos gerados por internautas, videogames… não foram contadas todas as formas de entretenimento. Esse é o nível de competição que todas as empresas de mídia enfrentam atualmente.”

Lucia considerou, durante sua participação no Series Mania, a queda na produção de séries na TV americana, marco simbólico que enterrou a TV no Auge (Peak TV). Mas, como contrapartida, ela soltou uma pergunta: “O nível de produção dos últimos anos foi sustentável? Talvez a resposta seja não.”

Para a executiva, a produção desenfreada de séries continuará nas alturas, pois o volume de atrações sendo realizadas continua acima do que o mercado sustenta, apesar da diminuição vinda de Hollywood. Afinal, esse buraco vai ser tapado por produções não americanas, como a Netflix já prioriza neste ano.

Existe um argumento contrário a essa ideia de que existe muita TV disponível. No próprio painel, a executiva Pandora da Cunha Telles, chefe de uma produtora portuguesa e vice-presidente do European Producers Club, ofereceu outro ponto de vista.

“Nunca dizemos que há muitos analgésicos ou medicamentos sendo fabriacos”, rebateu. “Mas quando falamos da indústria do entretenimento, temos sempre a sensação de que talvez exista muita oferta. Detalhe é que nós nunca fazemos essa comparação com outros tipos de indústrias ativas no mundo”.


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