MERCADO

Investimento em conteúdo fora de Hollywood vira prioridade na Netflix

É mais uma pá de cal na era da TV no Auge em território americano
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Pedro Alonso em Berlim, hit não americano recente da Netflix
Pedro Alonso em Berlim, hit não americano recente da Netflix

Pela primeira vez, a Netflix vai investir mais em conteúdo feito longe dos Estados Unidos do que aquele produzido pela indústria hollywoodiana. É o que aponta levantamento da Ampere Analysis, firma londrina especializada em apurar dados de empresas de comunicação. Esse movimento é mais uma pá de cal na era da TV no Auge, que definitivamente chegou ao fim em território americano.

A projeção da Ampere mostra que, neste ano, a Netflix vai gastar US$ 7,9 bilhões em conteúdo originado fora dos EUA, montante que é mais da metade de todo o investimento previsto para 2024 (US$ 15,4 bilhões).

Esse valor de quase oito bilhões de dólares será destinado, em sua maioria, para a execução de projetos locais variados. Também será usado na aquisição de direitos de exibição de atrações internacionais dos mais diversos países.

Faz sentido essa mudança de prioridade. Afinal, 70% dos assinantes da Netflix estão fora da América do Norte.

“A Europa é a beneficiária mais significativa”, destaca o relatório da Ampere. O Velho Continente vai captar cerca de 35% desse investimento total em conteúdo no ano de 2024. “Reino Unido e Espanha, especialmente, atraem mais investimento porque a Netflix tem boas instalações em ambos os mercados, além de contar com os sempre bem-vindos incentivos [fiscais] locais.”

Coreia do Sul, Japão e China são os mercados internacionais que se destacam em crescimento na gigante do streaming. 

Veja como o quadro mudou. A Netflix passou a gastar com conteúdo não americano em 2016, tendo a série brasileira 3% como carro-chefe. Naquela época, de US$ 4 bilhões dedicados à produção de conteúdo, somente US$ 1 bilhão foi entregue para o mercado fora dos EUA.

Nos próximos anos, a balança tende a desfavorecer Hollywood ainda mais. Até 2028, a Ampere acredita que o investimento em atrações norte-americanas vai cair 21%, contando não apenas a Netflix, mas a indústria do entretenimento como um todo.


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