
A segunda temporada de Ted, disponível no Brasil no Universal+, consolida a comédia como um dos maiores fenômenos recentes do streaming. Desde a estreia em março, a produção acumulou 1,2 bilhão de minutos assistidos nos Estados Unidos (plataforma Peacock), desempenho suficiente para colocá-la no topo entre as comédias originais em todas as plataformas no período, segundo dados da Nielsen, o Ibope americano.
O apelo da série se concentra, sobretudo, no público masculino jovem. Entre homens de 18 a 34 anos, o título lidera o ranking de comédias originais dos streamings e também figura como a produção roteirizada mais vista do Peacock nesse recorte desde 2022, indicativo claro de sua força junto a uma audiência estratégica para o mercado.
Prelúdio dos filmes homônimos de 2015 e 2021, a série Ted se passa nos anos 1990 e acompanha os passos de John Bennett (Max Burkholder), de 16 anos, e seu ursinho de pelúcia falante. No núcleo da história estão os pais do adolescente, Matty (Scott Grimes) e Susan (Alanna Ubach), além da prima Blaire (Giorgia Whigham). Há uma relação familiar marcada por contrastes de temperamento e visão de mundo, como o fato de Matty ser conservador e Blaire, progressista.
A segunda temporada está situada em 1994 e narra o último ano do ensino médio de John, cuja personalidade cordial contrasta com certa falta de traquejo social. Ao lado do inseparável companheiro de pelúcia boca-suja, ele enfrenta as transições típicas da juventude, enquanto seu lar segue como palco de embates geracionais e ideológicos.
Combinando humor ácido e observação social, Ted prova que ainda é possível fazer comédia politicamente incorreta em Hollywood. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



