ROUBO DE CONTEÚDO

Streamings piratas arrecadam R$ 9,8 bilhões por ano e assombram Hollywood

Grandes conglomerados tomam iniciativas para bloquear sites ilegais
REPRODUÇÃO
Pirataria coloca conglomerados hollywoodianos em xeque
Pirataria coloca conglomerados hollywoodianos em xeque

No mundo dos streamings, onde só a Netflix impera absoluta, ganha dinheiro e vê rivais de pires na mão, a pirataria retoma o protagonismo da era da TV paga e assombra os grandes conglomerados de Hollywood. Sites que roubam filmes e séries de plataformas legais arrecadam R$ 9,8 bilhões (US$ 2 bilhões) por ano só com anúncios e -ironicamente- assinaturas.

O dado, obtido pelo site Bloomberg, faz parte de um relatório divulgado pela Motion Picture Association (MPA), grupo comercial que representa os maiores estúdios hollywoodianos que trabalha para bloquear as milhares de plataformas ilegais que surgiram nos últimos anos. O levantamento aponta que sites piratas chegam a embolsar lucro de 90%. Claro, tudo porque simplesmente eles não produzem o conteúdo que oferecem, muito menos pagam por eles.

Acrescenta-se a isso um balanço feito pelo governo dos Estados Unidos que diz que a pirataria tira cerca de 30 bilhões de dólares da economia americana, por ano, além de custar 250 mil empregos.

Os sites piratas estão em alta após período de baixa observado na transição TV paga-streaming feita pelos principais produtores de conteúdo. Pessoas pagam de 5 a 10 dólares/mês para ter acesso aos streamings ilegais. Detalhe é que tem sites dessa laia que conseguem mais acessos diários do que streamings legítimos dos maiores grupos de mídia de Hollywood.

A firma Muso, especializada em proteção de conteúdo online, revelou em um de seus relatórios mais recentes que sites piratas registraram recorde de 215 bilhões de visitas, em 2022.

“As pessoas que roubam os nossos filmes e programas de televisão e que operam sites de pirataria não são pessoas simples dentro em uma operação caseira”, diz Charlie Rivkin, diretor executivo da MPA, que acrescenta que alguns dos operadores também se envolvem no tráfico de drogas, pornografia infantil, prostituição e lavagem de dinheiro. “Isso é crime organizado”, reforça.

Ao menos nos EUA, ações contra sites piratas acontecem com frequência e pessoas são condenadas. No ano passado, Bill Omar Carrasquillo, dono de uma plataforma pirata com mais de cem mil assinantes, foi preso e vai passar cinco anos e meio atrás das grades. Em novembro, três grandes sites ilegais, com cerca de 400 milhões de visitas por mês, foram retirados do ar.


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