
Um encontro fortuito durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, foi o estopim de uma história de amor improvável entre uma plebeia e um nobre. Vem aí o drama de época Rainha Sílvia (título provisório) sobre a trajetória romântica de Sílvia Renate Sommerlath, alemã de mãe brasileira, e o então príncipe herdeiro da Suécia, Carl Gustaf (Carlos Gustavo).
As gravações já começaram em locações espalhadas pela Europa: Munique (Alemanha), Estocolmo (Suécia) e Riviera Francesa. Quem tem a missão de espalhar a série sueca pelo mundo é a Beta Film, mesma distribuidora de Máxima (HBO Max), outro drama sobre uma história de amor emblemática da monarquia europeia (Países Baixos, no caso).
A trama gira em torno de Sílvia, tradutora e intérprete de origem germano-brasileira. Entre 1947 e 1957, ela passou parte da infância em São Paulo, estudando em um colégio no bairro do Morumbi.
Enquanto trabalhava na competição esportiva na Alemanha, ela cruzou o caminho de Carl. O contato casual evoluiu para um relacionamento marcante, posteriormente consolidado no casamento (1976) com a futura rainha consorte.
O projeto aposta em uma abordagem dramatizada de episódios e personagens reais, estratégia semelhante à utilizada na série The Crown (Netflix), sobre a monarquia britânica, conhecida por transformar momentos decisivos da realeza em narrativa televisiva.
A atriz alemã Alicia von Rittberg (Becoming Elizabeth, Call My Agent) assume o papel principal de Sílvia. Já o príncipe sueco surge interpretado por Edvin Endre, conhecido pelo trabalho na série histórica Vikings.
Quem é Sílvia, a rainha consorte da Suécia?
Filha de mãe brasileira e pai alemão, Sílvia Renate Sommerlath construiu um percurso singular até chegar ao posto de rainha consorte da Suécia. Nascida em 23 de dezembro de 1943, na cidade alemã de Heidelberg, viveu anos da infância no Brasil, período formativo marcado por convivência cultural diversa e domínio precoce do português. A família instalou-se em São Paulo após a Segunda Guerra Mundial, etapa fundamental para moldar a identidade cosmopolita.
De volta à Alemanha na adolescência, Sílvia concluiu estudos em interpretação de línguas em Munique, formação voltada ao espanhol e a atividades diplomáticas multilíngues. Tal preparação profissional abriu caminho para participação nos Jogos Olímpicos de Munique de 1972, evento internacional no qual atuou como intérprete e anfitriã.
Em 19 de junho de 1976, o casamento de Sílvia com Carl aconteceu na Catedral de Estocolmo, transformando a germano-brasileira na primeira rainha consorte sueca oriunda de fora da aristocracia europeia. A união consolidou papel público voltado a causas humanitárias, sobretudo iniciativas dedicadas à proteção da criança e ao combate à exploração infantil.
Sílvia visita o Brasil com frequência, ao lado do marido. Ela é fluente em português e demonstra ser bem-humorada. A rainha esbanjou simpatia durante uma entrevista divertida no programa Conversa com Bial, da Globo, em setembro de 2022. No bate-papo, ela contou várias histórias interessantes sobre a sua trajetória de vida, incluindo momentos especiais vividos no Brasil.
Hoje, Sílvia tem 82 anos e o rei Carl, 79. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



