
A Netflix revelou a data de estreia da 2ª temporada de Na Lama: 13 de fevereiro. O drama prisional argentino retorna apresentando um elenco reformulado, sem boa parte das atrizes que estiveram na bem-sucedida primeira leva, figurando no ranking top 10 de 55 países (incluindo o Brasil) e líder de audiência em quatro, isso durante o primeiro mês de disponibilidade; foi lançada em agosto do ano passado.
O foco continua sendo o presídio feminino La Quebrada, com os episódios inéditos aprofundando rixas internas marcadas por disputas de poder, pactos de conveniência e a luta diária pela sobrevivência atrás das grades.
A continuação da história de Na Lama coloca Gladys (Ana Garibaldi) liderando o bonde. Após um revés em sua vida fora da prisão, a personagem retorna ao cárcere e encontra um cenário profundamente transformado. A estrutura de comando previamente existente foi desmontada, dando lugar a novas normas, alianças instáveis e hierarquias redefinidas, o que obriga Gladys a reaprender as regras do jogo prisional.
Nesse novo contexto, sua antiga influência se enfraqueceu, abrindo espaço para a ascensão de La Gringa (Verónica Llinás), agora a principal autoridade informal da penitenciária.
O embate entre as duas figuras se desenha como um dos principais motores dramáticos da temporada, envolvendo confrontos diretos, estratégias silenciosas e uma guerra constante pelo controle dos pavilhões, com reflexos diretos na rotina das detentas.
A segunda temporada também marca mudanças significativas no elenco. Nomes de destaque do primeiro ano, como Valentina Zenere (a Marina), María Becerra (a Cleo), Juana Molina (a Piquito) e Rita Cortese (a Cecilia), não retornam, sinalizando uma renovação no conjunto de personagens e um redirecionamento narrativo.
O ciclo a seguir se apoia tanto na introdução de nomes inéditos quanto no aprofundamento de trajetórias já estabelecidas, ampliando o alcance dramático.
Resumo da 1ª temporada de Na Lama
A primeira temporada terminou com uma virada decisiva no equilíbrio de forças dentro de La Quebrada. Gladys consolidou sua ascensão e assumiu o controle do presídio após um confronto violento com Amparo Vilches (Ana Rujas), La Galega.
No momento crucial, porém, ela recuou do desfecho fatal: em vez de matar a rival, arrastou o corpo quase sem vida até Sergio Antín (Gerardo Romano), chefe da prisão. O gesto deixou claro seu objetivo, não a própria liberdade, mas justiça para as companheiras de cela.
A ofensiva de Gladys continuou quando ela entregou a Antín informações sobre o esquema de tráfico de bebês comandado por Cecilia (Rita Cortese), ligado a uma rede ilegal de adoções. A denúncia resultou na destituição de Cecilia do cargo de diretora do presídio e na detenção do doutor Sorianno (Marcelo Subiotto).
Enquanto isso, a violência seguiu seu curso: Zurda matou Rossetta, e Yael, em uma decisão extrema, confiou a filha Brisa aos cuidados de Eugenia, mulher do governador, na esperança de garantir à criança um futuro distante do ambiente que a cerca. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



