CENA EXPLÍCITA

Prótese ou real? A verdade sobre nu frontal de O Cavaleiro dos Sete Reinos

Depois de mostrar um 'Número 2' chocante, chegou a vez do 'Número 1'
REPRODUÇÃO/HBO
Danny Webb em cena de O Cavaleiro dos Sete Reinos
Danny Webb em cena de O Cavaleiro dos Sete Reinos

Após chocar o público com uma cena escatológica no primeiro episódio, a série O Cavaleiro dos Sete Reinos dobrou a aposta. No segundo capítulo, lançado nesta segunda-feira (26), o filhote de Game of Thrones mostrou um nu frontal masculino explícito de assustar pelo tamanho do pênis, suscitando uma dúvida imediata: aquilo é prótese ou real?

Neste início de O Cavaleiro dos Sete Reinos, o protagonista Sir Duncan, o Alto (Peter Claffey) passa boa parte do tempo contando os feitos de seu mentor, o cavaleiro Sir Arlan de Centarbor (Danny Webb). O tal trecho faz parte dessas histórias resgatadas, com Arlan urinando ao sair de um bordel. Talvez Duncan apenas exagerou na descrição do membro, pois quem conta um conto aumenta uma coisa ou outra, como o próprio episódio lembra mais tarde.

Em entrevista ao site Entertainment Weekly, o showrunner Ira Parker optou pela ironia ao comentar esse momento: “Será mesmo que era uma prótese? Eu já nem me lembro…”, falou o cocriador da série. “Acho que ele [o ator Danny Webb] simplesmente apareceu no set daquele jeito… Mas talvez tenha sido uma prótese mesmo.”

A cena, tão desconcertante quanto prosaica, marca o humor e descontração deliberada de O Cavaleiro dos Sete Reinos, reforçando a proposta da atração: afastar-se dos salões nobres de Westeros para mergulhar na aspereza do cotidiano dos chamados smallfolks (povo comum).

Parker rotulou essa sequência como uma referência ao filme Boogie Nights, com o subtítulo Prazer Sem Limites (1997) em português, famoso por mostrar vários nus frontais masculinos, com pênis fakes ou não. “Senti a necessidade de dar a ele algo especial [Arlan]”, reforçou o produtor.

O segundo episódio de O Cavaleiro dos Sete Reinos funcionou para o público conhecer melhor quem foi o mentor de Duncan. Arlan constituiu a única figura constante na formação dele, alguém que o protegeu e o acompanhou até um fim sem glória, enterrado às pressas em uma estrada enlameada.

O jovem vaga em busca de qualquer um que sequer se recorde do homem a quem serviu. Nobres e senhores falham até em reconhecer seu nome. Conceder a Arlan um instante singular, ainda que excêntrico, soou ao showrunner como uma forma de compensação simbólica, uma nota de humanidade para quem foi esquecido em vida e na morte.

Esse detalhe nem tão pequeno assim, para Parker, não altera os rumos da trama, funcionando como um ornamento narrativo.

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