OSCAR DA TV

Análise: Emmy de melhor minissérie perde brilho com safra fraca

Vencedores da edição deste ano vão ser conhecidos em 14 de setembro
DIVULGAÇÃO/HBO
David Harbour em cena de DTF St. Louis
David Harbour em cena de DTF St. Louis

O Emmy de melhor minissérie, recentemente, foi tão ou até mais atraente, com uma competição de alto nível, do que a disputa pela estatueta de melhor drama. Em 2026, a história é diferente. Pela primeira vez desde 2015 (vitória de Olive Kitteridge), essa categoria está sem brilho, pois os indicados fazem parte de uma safra fraca.

Na atual 78ª edição do Emmy, a ser realizada em 14 de setembro, as atrações na corrida pelo prêmio de melhor minissérie são:

  • Treta (Netflix)
  • DTF St. Louis (HBO)
  • História de Amor (Disney+)
  • O Monstro em Mim (Netflix)
  • All Her Fault (Prime Video, no Brasil)

Tem boas produções nesse balaio, mas longe do naipe de Adolescência (vencedora em 2025), The White Lotus (2022), O Gambito da Rainha (2021), por exemplo.

Antes de tudo, um sinal chamou a atenção. Somente 31 produções se inscreveram para disputar a categoria de melhor minissérie, número muito inferior ao registrado em 2022, quando havia 61 concorrentes. A retração acompanha a queda observada entre comédias e dramas, mas se mostra ainda mais acentuada nesse formato.

O cenário de redução não significou apenas menos títulos em disputa: as minisséries da safra 2025-2026 deixaram de ocupar o centro das conversas sobre televisão. A nova temporada de Treta ficou aquém da repercussão alcançada pela primeira leva, então a melhor minissérie no Oscar da TV de 2023.

Outras produções tampouco conseguiram dominar o debate. DTF St. Louis reúne um grupo fiel de admiradores, mas permanece com status de obra cult. Já O Monstro em Mim e All Her Fault acabaram competindo entre si ao explorar temáticas semelhantes e estrearem em um intervalo muito curto, diluindo o impacto de ambas.

A exceção mais próxima de um verdadeiro fenômeno foi História de Amor. A série despertou uma onda de nostalgia pela estética do início dos anos 1990 ao narrar o romance entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette-Kennedy.

Ainda assim, permanece a dúvida sobre o peso disso: afinal, faz sentido considerar a enésima série criada por Ryan Murphy como representante do que há de mais novo e inovador na televisão? Murphy é figurinha carimbada na categoria de minissérie, mas sua última vitória foi em 2018, com American Crime Story: Versace.

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