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Netflix divulga retorno de Assassino Zen; 3ª temporada está confirmada

Comédia sombria alemã conquistou fãs do mundo inteiro
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Tom Schilling em cena de Assassino Zen
Tom Schilling em cena de Assassino Zen

A Netflix Alemanha revelou a data de estreia da segunda temporada de Assassino Zen: 28 de maio. O anúncio, feito em evento dedicado aos principais lançamentos do país neste ano na plataforma, veio acompanhado de uma novidade. A comédia sombria foi renovada para a terceira leva de episódios.

Lançada em outubro de 2024, Assassino Zen cravou um espaço no top 10 de audiência em 66 países, sendo líder em oito (dados do ranking semanal divulgado pela própria Netflix). No Brasil, a série foi bem, alcançando o quarto lugar.

A trama retrata a jornada de Björn Diemel (Tom Schilling), um advogado renomado que acaba se tornando um assassino. Após participar de um seminário sobre atenção plena, ele tenta equilibrar melhor sua vida pessoal e profissional, passar mais tempo de qualidade com a filha e tem esperanças de salvar seu casamento.

O congresso cumpre o prometido, mas não da forma imaginada. 

2ª temporada de Assassino Zen

À primeira vista, Björn Diemel parece ter finalmente colocado a própria vida nos trilhos. Fazendo valer o mindfulness, ele abandonou a rotina sufocante de advogado criminalista, abriu o próprio negócio e passou a se dedicar mais à filha, Emily (Pamuk Pilavci). Até mesmo a relação com Katharina (Emily Cox), a ex-mulher com quem ainda convive, ganhou contornos menos hostis, discussões agora mediadas por uma calma quase didática.

No âmbito profissional, porém, sua nova fase inclui uma incumbência peculiar: atuar como representante legal de dois clãs mafiosos cujos chefes, por meios nada convencionais, foram discretamente retirados de circulação.

O curioso é o fato desse equilíbrio improvável não trazer a satisfação esperada. Por trás da aparência serena, Björn enfrenta um desconforto persistente, uma sensação de perda de controle que insiste em não desaparecer. Uma simples pergunta o atormenta e, ao mesmo tempo, planta perturbação. Por que não consegue aproveitar a estabilidade que construiu?

A resposta surge a partir de um mergulho inesperado no passado. Segundo seu orientador de mindfulness, Joschka Breitner (Peter Jordan), antigas feridas emocionais e conflitos mal resolvidos da infância exercem um peso muito maior do que Björn supunha. O chamado “eu interior”, negligenciado por anos, agora cobra por reparação.

Enquanto tenta compreender essas marcas e reconciliar-se com a própria história, Björn precisa lidar com pressões nada triviais no presente. Pais excessivamente controladores, investigadores atentos demais, episódios de chantagem e os percalços cotidianos tornam sua busca por harmonia ainda mais complexa. A vida, afinal, não desacelera só porque alguém decidiu respirar fundo antes de agir.

Ao longo desse processo, Björn descobre que o trabalho interno não se limita ao campo emocional. A clareza conquistada ao enfrentar seus fantasmas pessoais reverbera também em escolhas práticas, inclusive nas atividades mais obscuras que orbitam sua rotina. No fim das contas, a atenção plena revela-se menos um refúgio e mais uma ferramenta capaz de transformar, de forma inquietante, todas as esferas de sua existência.

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