O ano de 2024 não completou nem dois meses e já se destaca com várias séries de peso baseadas em histórias reais, como The New Look (jornada dos estilistas Christian Dior e Coco Chanel durante a Segunda Guerra Mundial), Genius MLK/X (sobre os ícones Martin Luther King Jr. e Malcolm X) e Feud 2 (as aventuras venenosas do escritor Truman Capote na alta sociedade nova-iorquina por volta dos anos 1960).
Nesse embalo, o Diário de Séries lista as dez melhores séries baseadas em histórias reais lançadas nos últimos tempos (somente as que estão disponíveis no Brasil). Confira se falta alguma para você assistir:
Drama com elenco de primeira, reunindo atores do nível de Jon Bernthal e Josh Charles, A Cidade É Nossa aposta no realismo cru para expor o mecanismo de violência e corrupção policial na cidade de Baltimore (EUA) durante os anos 2010. A base da trama é o livro We Own This City (nome da série em inglês), escrito pelo jornalista Justin Fenton, repórter do jornal Baltimore Sun que cobriu in loco como as ações do Departamento de Polícia local, visando combater a criminalidade, acabou aumentando a sensação de insegurança.
Com certeza uma das melhores séries true crime já feitas, American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson foi sensação, conquistando público, crítica e prêmios (ganhou nove Emmys). A trama explora o julgamento que parou os Estados Unidos em meados dos anos 1990 com o astro do futebol americano, O.J. Simpson, acusado de matar a ex-mulher e um amigo dela. Alicerçado por um elenco espetacular, espelhando de forma igual as pessoas reais do caso, a primeira leva de ACS encena aquele que é considerado o primeiro grande reality show da TV, pois o julgamento foi transmitido em tempo real, com câmeras e tudo mais.
Aclamada pela crítica e audiência, além de arrebatar diversos prêmios, Chernobyl retrata a história do catastrófico desastre nuclear de abril de 1986, ocorrido na República Socialista Soviética Ucraniana (parte da União Soviética). A série conta as histórias das pessoas que estiveram envolvidas no acidente, assim como aquelas que tiveram de responder sobre o que aconteceu. Um trunfo da atração é retratar pontos de vista até então desconhecidos, como mostrar a ação dos bombeiros que foram os primeiros a chegar no local.
Esta minissérie se enquadra na categoria “parece ficção, mas não é”. Liderada por Andrew Garfield, em ótima fase, a trama policial de Em Nome do Céu gira em torno de um assassinato brutal que, supostamente, tem ligação com o movimento mórmon, isso logo no principal polo da religião nos EUA, em Utah. O detetive Jeb Pyre (Garfield), que é mórmon, investiga o caso e começa a ficar abalado, questionando a própria fé, ao descobrir os fatos que pouco a pouco revelam segredos torpes sobre integrantes e líderes da Igreja dos Santos dos Últimos Dias.
Série que voltou ao centro das conversas após entrar na Netflix, no ano passado, Irmãos de Guerra está na lista das produções televisivas mais caras de todos os tempos: US$ 125 milhões, ou cada episódio por US$ 12,5 milhões. Criação do ator Tom Hanks e do cineasta Steven Spielberg, a trama acompanha um batalhão de soldados americanos recém-saídos do treinamento que partem para uma jornada traiçoeira pela Europa, encarando a dura realidade da Segunda Guerra Mundial.
No ano passado, os jovens internautas do TikTok resgataram Maid, compartilhando trechos da minissérie que faz parte das atrações essenciais da Netflix. A narrativa se destaca por destrinchar uma história rara de ser vista em Hollywood: a rotina de uma pessoa pobre nos EUA. Quem encabeça a trama é a faxineira Alex (vivida de forma impecável por Margaret Qualley), que com uma filha pequena passa apuros dentro de casa, sofrendo violência doméstica. Ela foge do lar e vira diarista na tentativa de se sustentar. Nessa investida, a jovem descobre o dissabor de ser marginal e pobre na América.
Aqui tem um viés interessante sobre uma luta civil crucial acerca dos direitos iguais. A premissa de Mrs. America é retratar o movimento da segunda onda feminista para ratificar uma mudança na constituição americana igualando homens e mulheres. O diferencial da trama é destacar um ponto de vista conservador de uma líder de mulheres contrária a essa equiparação e à desenfreada liberdade feminina. Trata-se de Phyllis Schlafly (vivida pela estonteante Cate Blanchett), ativista que virou símbolo da defesa dos valores tradicionais da família, exaltando a importância da mulher dona de casa.
Cortante, Olhos Que Condenam trouxe um dos casos mais problemáticos da Justiça americana, refletindo o preconceito racial presente na sociedade. Cinco jovens pretos foram condenados por estuprar uma mulher, branca, no Central Park, em Nova York, em 1989. Eles foram coagidos a confessar um crime que não cometeram. Mesmo inocentes, ficaram anos encarcerados. Somente em 2014 que os cinco foram definitivamente exonerados do crime e receberam indenização milionária.
The Crown
Ano: 2016-2023 Episódios: 60 Onde assistir:Netflix
Dona do primeiro Emmy de melhor drama ganho pela Netflix, The Crown cumpriu a missão de, em seis temporadas, narrar seis décadas da vida da rainha Elizabeth 2ª, monarca britânica que morreu em 2022. Pegando o recorte de 1947 até 2005, a série expôs tudo o que rolou no Reino Unido e no palácio real, coisas boas e ruins. São dois os pontos altos da narrativa: a fase jovem da rainha, interpretada por Claire Foy (as duas primeiras temporadas) e a atuação de cair o queixo entregue por Elizabeth Debicki na pele da princesa Diana, na fase adulta.
Essa série também tem lugar cativo na categoria “parece ficção, mas não é”. The Dropout, com Amanda Seyfried incorrigível, encena um caso inacreditável. Lá em meados dos anos 2000, a jovem Elizabeth Holmes (Amanda) criou uma startup prometendo uma revolução absoluta para o mundo da medicina: realizar exames de sangue precisos, para detectar qualquer tipo de doença, usando apenas uma gota de sangue. Acontece que isso nunca foi possível ser feito, de fato. Mas ela, no meio do caminho, enganou todo mundo, de imprensa a investidores. O negócio chegou a valer US$ 9 bilhões. É um dos casos de fraude mais incríveis da história.
João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br
Siga nas redes
Fale conosco
Compartilhe sugestões de pauta, faça críticas e elogios, aponte erros… Enfim, sinta-se à vontade e fale diretamente com a redação do Diário de Séries. Mande um e-mail para:
Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência possível para o usuário. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar a nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.
Você pode ajustar todas as configurações de cookies navegando pelas guias no lado esquerdo.
Cookies estritamente necessários
Cookies estritamente necessários devem estar sempre ativados para que possamos salvar suas preferências para configurações de cookies.
Se você desativar este cookie, não poderemos salvar suas preferências. Isso significa que toda vez que você visitar este site, precisará ativar ou desativar os cookies novamente.
Cookies de terceiros
Este site usa ferramentas de terceiros, como Google Analytics, Google Adsense, entre outros, para coletar informações anônimas, como o número de visitantes do site e as páginas mais populares.
Manter este cookie ativado nos ajuda a melhorar nosso site.
Ative primeiro os Cookies estritamente necessários para que possamos salvar suas preferências!