
Há pessoas que vão ao extremo em busca de retoques plásticos para atingirem o famigerado padrão estético de beleza. Qual é o limite disso? Nova série do Disney+ criada por Ryan Murphy, o mesmo de Tudo É Justo, o drama Lindos de Morrer estreia na quarta-feira (21) abusando do exagero ao explorar algo que afeta até aquele grupo tido como um dos mais belos de todo o planeta, que em tese não precisaria de qualquer ajuste artificial.
Na trama de Lindos de Morrer, o mundo da alta-costura toma um rumo sinistro quando supermodelos internacionais começam a morrer de forma misteriosa e perturbadora. Os agentes do FBI Cooper Madsen (Evan Peters) e Jordan Bennett (Rebecca Hall) são enviados a Paris para investigar o que está por trás desses acontecimentos.
No desenrolar da investigação, eles descobrem a existência de um vírus sexualmente transmissível que transforma pessoas comuns em seres de beleza perfeita, mas com consequências aterrorizantes.
A investigação logo os coloca na mira de “The Corporation” (Ashton Kutcher), um multimilionário do setor de tecnologia que criou secretamente uma droga chamada The Beauty (nome da série em inglês), e que fará qualquer coisa para proteger seu império avaliado em trilhões de dólares, inclusive soltar seu assassino de aluguel, “The Assassin” (Anthony Ramos).
Conforme a epidemia se espalha, Jeremy (Jeremy Pope), alguém à margem da sociedade e em busca de um propósito, acaba sendo arrastado para o centro do caos. Enquanto isso, os agentes correm contra o tempo por Paris, Veneza, Roma e Nova York para deter uma ameaça capaz de mudar o futuro da humanidade.
Lindos de Morrer é um suspense global que levanta uma questão fundamental: até onde alguém estaria disposto a ir para alcançar a perfeição da aparência ideal hegemônica? •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



