
A corrida para o Emmy de 2026 se aproxima do fim. Embora a premiação esteja distante, marcada para 14 de setembro, a janela de elegibilidade vai fechar daqui a pouco, em 31 de maio. Depois desta data, qualquer série que estrear estará apta para concorrer somente à edição de 2027 do Oscar da TV.
As primeiras prévias dos indicados estão surgindo por aí e uma impressiona pela aposta ousada na categoria de melhor ator de minissérie ou telefilme. A Variety, uma das principais publicações especializadas em Hollywood, crava que Paul Anthony Kelly sairá vencedor dessa disputa pela atuação em História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette (Disney+).
Detalhe: ele nunca havia atuado antes de ganhar o papel de John F. Kennedy Jr. na produção assinada pelo showrunner Ryan Murphy.
Seus principais concorrentes são: Matthew Rhys (O Monstro em Mim), Charlie Hunnam (Monstro: A História de Ed Gein), Cillian Murphy (filme Peaky Blinders) e Yahya Abdul-Mateen II (Magnum). Outras duas atuações são bastante aguardadas, em atrações ainda a serem lançadas: Richard Gadd (Half Man) e Oscar Isaac (Treta, 2ª temporada).
Contratação em cima da hora
O destino reservou o protagonismo masculino de História de Amor para Paul Anthony Kelly. É a conclusão que se chega ao descobrir como ele foi parar na badalada produção do canal americano FX.
A poucas semanas do início das gravações, os produtores estavam prestes a abortar o início dos trabalhos, sinônimo de prejuízo financeiro e dor de cabeça daquelas, porque simplesmente ainda não haviam encontrado o homem certo para interpretar John F. Kennedy Jr..
Foram semanas e semanas de avaliações, de testes… e nada! O criador da minissérie, Connor Hines, revelou que mais de mil atores passaram por audições visando ao papel de John. A dificuldade não residia apenas em encontrar alguém fisicamente semelhante ao herdeiro da família Kennedy. O desafio incluía reproduzir o carisma e a presença de uma das figuras mais célebres dos anos 1990.
John cultivava uma imagem quase aristocrática na vida pública americana. Considerado um dos homens mais atraentes de sua geração, título reforçado ao ser eleito o Homem Mais Sexy do Mundo pela revista People, ele transitava com naturalidade em círculos de poder e prestígio. Para a equipe de História de Amor, o ator escolhido precisaria refletir não só beleza e charme, mas também a desenvoltura de alguém habituado a conviver com líderes e celebridades globais.
A solução surgiu quando o estreante Paul Anthony Kelly, então um mero modelo, entrou na sala de testes. O momento, segundo os responsáveis pela série, desintegrou as dúvidas acumuladas ao longo de meses de busca. Segundo Hines, bastaram alguns instantes para perceber o encaixe ideal: não se tratava somente de semelhança física, mas da energia e do magnetismo capazes de explicar tamanha fascinação.
Restam dois meses e meio para a janela do Emmy de 2026 fechar. O tempo dirá se a previsão antecipada da Variety estará correta. Certo mesmo é que Kelly tem tudo para cravar uma vaga entre os indicados, feito a ser aplaudido independentemente de qualquer coisa. A vitória seria a cereja em cima do bolo. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



