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Favorita ao (3º) Emmy de melhor drama, Succession foi reprovada no início

Drama da HBO foi detonado por críticos: 'tedioso, chato e mal escrito'
DIVULGAÇÃO/HBO
Jeremy Strong (à esq.) com Brian Cox na 1ª temporada de Succession
Jeremy Strong (à esq.) com Brian Cox na 1ª temporada de Succession

A trajetória de Succession é intrigante. Agora caminhando para o fim, o drama satírico da HBO demorou para pegar lá no começo, em junho de 2018. Críticos detonaram a trama, chegando a afirmar que ninguém iria gostar da série. Realmente, a trama foi bem arrastada e truncada nos passos iniciais. É aquele tipo de programa que, ao recomendar a um amigo, você diz para ele ter paciência, pois a coisa pega fogo mesmo da metade da primeira temporada em diante.

Por isso é curioso fazer esse exercício de olhar para o passado e ver como o drama multipremiado foi recebido na época da estreia. Isso levando em conta que, hoje, Succession é a favoritaça ao Emmy de melhor drama, o que seria a terceira estatueta ganha nessa categoria, em quatro temporadas; só não levou pela primeira.

O jornal USA Today, por exemplo, apontou de cara algo que fez muita gente torcer o nariz para Succession (pessoas essas que se renderam e agora não perdem um episódio). “Quem vai querer assistir uma família ricaça, imitando os Murdochs, brigando por alguns milhões a mais de dólares”, escreveu Kelly Lawler.

A crítica do jornal colorido foi a mais pesada, com sentenças do tipo: “tediosa, chata e mal escrita” e “a dinastia no centro de Succession simplesmente não é interessante o bastante para sustentar uma série.”

Hank Stuever, do jornal Washington Post, também apontou a dinâmica da família Roy como problemática, “tão cruel que você gostaria de nunca ter conhecido”. “É uma série deprimente”, foi o decreto dado.

Sarah Snook na 1ª temporada de Succession
Sarah Snook na 1ª temporada de Succession

Na mesma toada, Darren Franich, do site Entertainment Weekly, culpou o drama da HBO por fazer uma “dinastia da mídia entediante”, dando a nota C. “Você fica com a sensação de ver uma série que, intencionalmente, peca em seus pontos mais atrativos”, afirmou.

“O problema com Succession é que o drama, por mais que tenha ótimas atuações, não tem energia o bastante”, descreveu Mike Hale, no jornal The New York Times. Ele foi outro que mirou a família Roy como alvo da crítica, destacando que o clã não era lá tão “interessante.”

No site Metacritic, que compila reviews de veículos de língua inglesa, a primeira temporada de Succession recebeu a nota 70 (de 100). É um contraste drástico em comparação com a avaliação da quarta e última temporada: nota 92.

Em meio a tantas críticas negativas, vale recuperar quem anteviu o sucesso de Succession. Mark Dawidziak, do jornal Cleveland Plain Dealer, foi direto: “Não há nada do que gostar nos Roys. Eles são vaidosos, mesquinhos e avarentos. Mas eles são fascinantes, graças a atuações brilhantes e um roteiro afiado.” 

Pela primeira temporada, Succession ganhou dois Emmys. Um deles foi justamente de melhor roteiro; o outro foi pela música da vinheta de abertura.


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