
A rede americana Fox renovou a série Doc para a 3ª temporada. Disponibilizado no Brasil pelo Disney+, o drama médico ganhou uma encomenda de 22 episódios, pedido que antes era o padrão da TV dos Estados Unidos. Nos últimos anos, tornou-se raro uma atração emplacar mais de 18 episódios por temporada.
Essa decisão reforça o desempenho expressivo da série no quesito audiência. Ao longo da atual segunda temporada, Doc acumula média de 7,4 milhões de espectadores, nos EUA, considerando todas as plataformas de exibição. É o maior alcance multiplataforma entre produções roteirizadas da Fox no ciclo 2025-2026.
Tal dado representa salto significativo em relação à audiência medida apenas na transmissão linear no mesmo dia, indicador tradicional da indústria, superando esse recorte em 192%.
O crescimento também se reflete no ibope imediato. No início de fevereiro, a atração registrou 2,7 milhões de espectadores na medição “ao vivo”, estabelecendo o melhor resultado de público para a faixa regular da série.
Durante décadas, temporadas com 22 episódios eram comuns nas redes abertas americanas. Entretanto, o modelo recentemente perdeu espaço diante de estratégias de redução de custos, sobretudo em dramas. Encomendas nesse formato são poucas; uma exceção notável costuma surgir apenas em franquias procedurais associadas ao produtor Dick Wolf (Law & Order, Chicago e FBI).
Doc tem como base uma história real inacreditável, vivida pelo médico Pierdante Piccioni e apresentada pela primeira vez na série italiana Doc – Uma Nova Vida, disponível no Prime Video.
Na versão americana, houve troca de gênero do protagonista. Quem lidera a trama é Molly Parker, indicada ao Emmy por House of Cards. A atriz ganhou o papel da doutora Amy Larsen, chefe de uma clínica médica e familiar.
Depois que uma lesão cerebral apagou os últimos oito anos de sua vida, Amy navega por um mundo desconhecido onde não se lembra dos pacientes que tratou, dos colegas com quem conviveu, da alma gêmea de quem se divorciou, do homem que agora ama e da tragédia responsável por levá-la a se afastar de todos.
Ela pode contar apenas com sua filha distante de 17 anos, de quem ela se lembra como uma criança de 9 anos, e um punhado de amigos dedicados. Amy luta para continuar atuando na medicina, apesar de ter perdido quase uma década de conhecimento e experiência.
No último dia 4, a Netflix lançou a adaptação mexicana da jornada de Pierdante Piccioni. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



