ANÁLISE

A saga amarga de Citadel, série mais custosa e problemática da história

Drama de espionagem passa pelo segundo reset; spin-offs estão suspensos
DIVULGAÇÃO/PRIME VIDEO
Richard Madden abraça Priyanka Chopra Jonas em Citadel
Richard Madden abraça Priyanka Chopra Jonas em Citadel

Nunca existiu uma série igual a Citadel, no pior sentido possível. O projeto do Prime Video não tem paralelo na história da TV, quando se discute orçamento e dor de cabeça. A segunda temporada, programada para o segundo semestre deste ano, foi adiada (provavelmente para o primeiro trimestre de 2026) para ser refeita. Isso por causa dos resultados aquém do esperado na primeira edição da leva que foi analisada pelos executivos do streaming da Amazon.

É a segunda vez que Citadel passa por esse processo de remontagem, como aconteceu na primeira temporada. O Prime Video dá um reset no drama de espionagem após a demissão chocante da executiva Jennifer Salke, ex-chefe do Amazon MGM Studios. Ela foi a pessoa que elaborou o argumento da trama, oferecida para os irmãos Joe e Anthony Russo, famosos por filmes da Marvel.

Em sete anos no comando da produtora da Amazon, Salke emplacou sucessos mundiais, de Reacher a The Boys. Contudo, dois projetos sob sua batuta deram um rombo nas finanças do streaming: Os Anéis de Poder e Citadel, simplesmente as duas séries mais caras de todos os tempos. Ambas fracassaram, numa análise mais sincera e objetiva. 

O caso de Os Anéis de Poder, a mais cara das duas, merece um aparte pelo fato de o dono da Amazon, Jeff Bezos, ter ficado contente com o resultado; foi ele quem pagou a conta bilionária.

Em relação à Citadel, a primeira temporada estreou no Prime Video, em 2023, cinco anos após Jennifer ter firmado a parceria com os Irmãos Russo. A série entrou no ar após custar US$ 300 milhões (por seis episódios) e resultar em brigas nos bastidores que culminaram num racha criativo.

No papel, a ideia de Citadel é boa. Trata-se de uma franquia de séries com várias versões internacionais, uma narrativa sobre espionagem gerando spin-offs em outros países (México, Itália e Índia).

Até que a primeira temporada não foi tão ruim assim, nos quesitos tramas, cenas de ação e reviravoltas. Porém, longe de alcançar o sucesso esperado. Foi bem ao redor do mundo, mas fracassou no ibope americano. A renovação para uma segunda leva de episódios foi encarada como surpresa por muita gente de Hollywood.

Com Jennifer Salke fora, pode ser que o Prime Video esteja preparando o ponto-final de Citadel, se livrando dessa bomba. Não tem como cancelar a série, pois o prejuízo será maior. A gravação foi encerrada em novembro de 2024, então o jeito é tentar fazer uma edição que renda uma trama ao menos aceitável e correta.

Dito isso, o streaming da Amazon apertou o botão de pausa em todos os spin-offs. O italiano (batizado de Diana) e o indiano (Honey Bunny) tiveram as respectivas primeiras temporadas já lançadas; o do México ainda não ganhou sinal de vida. Dessas, talvez Honey Bunny volte para uma segunda temporada, pois foi bem na Índia, mercado com potencial de centenas de milhões de espectadores. Já Diana e a trama mexicana devem ser abortadas oficialmente.

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