JOGADA DE GÊNIO

Análise: Mulher-Hulk aborda ódio tóxico de forma hilária e ri por último

Série zomba de quem zomba dela; sobrou até para o Shrek
REPRODUÇÃO/DISNEY+
Tatiana Maslany na pele da Mulher-Hulk em série do Disney+
Tatiana Maslany na pele da Mulher-Hulk em série do Disney+

A primeira temporada (?) de Mulher-Hulk chega ao fim, na quinta-feira (13), sem vilã ou vilão à altura. Porém, a força antagonista da série é genial: uma organização cuja razão de ser é falar mal da heroína. É a concretização profética e perfeita dos comentários tóxicos reais que pessoas, fãs das atrações da Marvel ou não, direcionam contra a comédia e a personagem vivida por Tatiana Maslany.

Há três anos, a série do Disney+ começou a ser escrita e os roteiristas gastaram o dom da profecia. Eles anteviram o ódio que seria destilado contra a comédia e incorporaram isso nos episódios. E não apenas como uma história paralela, mas central.

Curiosamente, já naquele tempo internautas soltavam comentários contra a Mulher-Hulk. Isso se intensificou a partir do lançamento do trailer, com as maiores críticas voltadas ao visual computadorizado da prima do Hulk. Tudo ficou mais intenso após o lançamento da atração.

Teve reações fáceis de serem previstas, como comparar a heroína com Shrek, personagem ogro e verde da famosa franquia de animação do cinema. Quem disse isso na trama foi Titania (Jameela Jamil), inimiga de Mulher-Hulk.

Jennifer Walters (Tatiana Maslany) precisou lidar com a identidade pública de sua Mulher-Hulk como condição contratual imposta pela firma de advocacia que a contratou. A partir de então, o ódio contra ela cresceu tanto que até um fórum online foi criado só para execrar a heroína.

O site Intelligencia é um espaço aberto para quem quiser descer a lenha na Mulher-Hulk. O surreal é que os comentários fictícios da narrativa são extremamente similares aos da vida real.

Na série, uma pessoa escreveu “Por que tudo tem de ser com mulher, agora?”, se referindo à Mulher… Hulk. Outro postou: “Alguém ache uma razão para cancelar #MulherHulk”. Parecem comentários retirados do IMDb…

Chega a ser triste ver como um programa de entretenimento é tão atacado. Claro que críticas são válidas e todo mundo tem o direito de gostar ou não de algo. Mas o ódio pelo ódio, o julgamento apenas para falar mal e desmerecer um produto é totalmente vil, doentio e tóxico mesmo.

Nessa campanha incessante de tentar ridicularizar Mulher-Hulk, quem ri por último é a própria série. Afiada e divertida, a atração previu os ataques e os transformou nos grandes vilões. E a comédia passa longe do cancelamento, gerando bastante engajamento e registrando bons números de audiência.

Dentro da narrativa, ainda falta ser revelado quem está por trás do site Intelligencia, que chegou ao ponto de armar um crush para conquistar Jennifer, apenas com o propósito de roubar uma amostra do sangue dela. 

Até os haters do Intelligencia foram alvos da zoação de Mulher-Hulk. Ao receber a informação que o grupo estava ganhando força e se aquilo estava incomodando, a heroína simplesmente afirmou que não está nem aí para o que “um monte de pessoas na internet” tem a dizer sobre ela.

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