
O Disney+ lança, na terça-feira (12), o filme O Justiceiro: Uma Última Morte. É a continuidade da história do anti-herói vivido por Jon Bernthal, diretamente conectada à trama das duas temporadas de Demolidor: Renascido. O especial televisivo tem roteiro assinado pelo próprio Bernthal e direção de Reinaldo Marcus Green; ambos trabalharam juntos no drama policial A Cidade É Nossa (HBO).
Produção integrante da fase 6 do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), O Justiceiro: Uma Última Morte acompanha Frank Castle/O Justiceiro em tentativa rara de abandonar o ciclo de vingança que definiu sua trajetória. Esse esforço empenhado logo após escapar da prisão, porém, se mostra frágil diante de um novo conflito inesperado, capaz de arrastá-lo de volta à violência.
Conhecido por operar à margem de qualquer código moral tradicional, o justiceiro permanece marcado pelo assassinato da família, trauma que sustenta sua cruzada contra o crime organizado. Mesmo escondido, o personagem segue assombrado pela memória da filha, Lisa Barbara, além do peso das próprias ações. Em busca de paz, ele precisará atravessar mais uma vez o terreno da destruição.
Ao seu lado surge Curtis Hoyle (Jason R. Moore). Ex-militar da Marinha dos Estados Unidos e líder de um grupo terapêutico após perder parte da perna em combate, Hoyle representa um contraponto moral. Ele questiona a possibilidade de redenção de Castle diante das atrocidades cometidas, sugerindo um embate ético que vai além da ação física.
As gravações de O Justiceiro: Uma Última Morte ocorreram em Nova York entre meados de julho e o início de agosto do ano passado.
De acordo com o produtor-executivo Brad Winderbaum, o interesse central da obra reside na tensão interna do protagonista, movido por dor, vingança e noção distorcida de justiça. Em entrevista ao site Entertainment Weekly, ele descreve o especial como uma narrativa direta e impactante, sem abrir mão da carga emocional característica das histórias de Castle.
Bernthal, por sua vez, promete a versão mais extrema do personagem já levada às telas. O projeto rejeita suavizações e aposta no retrato visceral, psicologicamente denso e sem concessões. A brutalidade, nesse contexto, não surge como espetáculo gratuito, mas como elemento com consequências inevitáveis, um custo que a narrativa pretende expor sem filtros. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



