
Após cinco meses de atraso, a série americana The Rainmaker estreia no Brasil. O Universal+ lança, nesta sexta-feira (30), a primeira temporada do drama jurídico que pode ser frustrante às vezes, mas vale a pena superar os mais variados obstáculos até cruzar a linha de chegada. A conclusão da narrativa é boa o suficiente.
Nos Estados Unidos, a atração do canal USA Network, do grupo NBCUniversal, teve uma repercussão satisfatória, apesar de algumas críticas negativas da mídia especializada. No final das contas, o saldo foi positivo e uma segunda temporada já foi encomendada.
The Rainmaker tem como base o livro O Homem Que Fazia Chover (1995), do renomado autor John Grisham, especialista em tramas jurídicas cercadas de suspense. A obra literária rendeu um elogiado filme homônimo, dirigido por Francis Ford Coppola e com Matt Damon de protagonista, lançado em 1997.
Sinopse da série The Rainmaker
Recém-formados em direito, Rudy Baylor (Milo Callaghan) e Sarah Plankmore (Madison Iseman) atuam como voluntários em uma clínica jurídica gratuita da universidade quando recebem Dot Black (Karen Bryson), uma mãe em luto em busca de orientação após perder o filho por suposta negligência médica.
A ação judicial, no entanto, enfrenta um obstáculo de peso: a instituição de saúde é defendida por um dos maiores escritórios da região, interessado em encerrar o caso rapidamente com um acordo modesto. A situação se torna ainda mais delicada quando Rudy e Sarah revelam ter aceitado vagas como advogados juniores justamente nesse poderoso escritório, responsável pela defesa do hospital, criando-se assim um conflito ético que já antecipa os dilemas centrais da história.
O início da carreira de Rudy na renomada firma Tinley Britt, porém, é tão breve quanto traumático. Um episódio de violência envolvendo o companheiro de sua mãe o atrasa no primeiro dia de trabalho e o leva a confrontar publicamente o sócio sênior Leo Drummond (John Slattery), ao ouvir um discurso idealista sobre igualdade perante a lei. A ousadia cobra seu preço, pois antes mesmo de aquecer a cadeira, Rudy é demitido, perdendo uma oportunidade rara em um mercado jurídico saturado e pouco receptivo a recém-dispensados.
Sem portas abertas nos escritórios tradicionais de Charleston, ele encontra abrigo profissional em um cenário improvável ao se deparar com um antigo restaurante transformado em escritório de advocacia. À frente do espaço está Jocelyn “Bruiser” Stone (Lana Parrilla), advogada combativa que comanda uma pequena firma especializada em ações de indenização, sustentada por honorários condicionados à vitória dos clientes.
Ao seu lado atua Deck Shifflet (P. J. Byrne), um paralegal carismático, reprovado repetidas vezes no exame da ordem, mas exímio na arte de captar casos. O salário é quase nada, mas há a promessa de participação nos ganhos e, sobretudo, de atuação prática.
Nesse ambiente improvisado, Rudy reencontra Dot Black e decide assumir sua causa, movido por uma dor pessoal semelhante: anos antes, ele também perdera um irmão. Apesar das chances reduzidas e da força do adversário, Bruiser autoriza o avanço do processo. O conflito, contudo, ganha contornos ainda mais complexos quando Sarah, agora consolidada no Tinley Britt, é designada para trabalhar justamente na defesa do hospital, após se aproximar da cúpula do conglomerado responsável pela instituição.
Entre lealdades cruzadas, ambições profissionais e um sistema jurídico desigual, a disputa promete ir muito além dos tribunais. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



