
Após quase uma década, Stranger Things chegou ao final na virada do ano. Para quem curtiu o desfecho ou se decepcionou com a conclusão, a Netflix conta com boas opções tanto com o objetivo de superar a decepção quanto de continuar na vibe da série. São produções que exploram histórias sobrenaturais, mistérios, jornadas de amadurecimento, segredos sombrios e perturbadores…
O Diário de Séries selecionou cinco séries parecidas com Stranger Things para assistir na Netflix em 2026; confira:
Alice in Borderland
três temporadas (2020-presente)
22 episódios
Sucesso absoluto no mercado editorial japonês, o mangá Alice in Borderland, criado por Haro Aso, ganhou uma adaptação em live-action pela Netflix em 2020 e rapidamente se consolidou como um dos títulos mais impactantes da plataforma. A trama acompanha Ryōhei Arisu, vivido por Kento Yamazaki, um jovem que, ao lado de amigos, é transportado de forma abrupta para uma versão alternativa e praticamente deserta de Tóquio.
Com uma proposta que combina ficção científica, ação e suspense, Alice in Borderland se destaca pela maneira como explora a capital japonesa desfigurada, ao mesmo tempo fascinante e ameaçadora. A série não economiza na violência gráfica, mas equilibra esse elemento com um olhar atento ao desenvolvimento psicológico de seus personagens, construindo empatia mesmo em meio ao caos.
Dark
três temporadas (2017-2020)
26 episódios
A produção alemã que mais se aproximou do impacto cultural de Stranger Things até hoje atende pelo nome de Dark. A série se passa na fictícia cidade de Winden, um vilarejo aparentemente pacato, mas marcado por segredos que atravessam décadas. No centro da narrativa estão quatro famílias cujas histórias se entrelaçam em diferentes períodos do tempo.
O ponto de partida é o desaparecimento de uma criança em 2019, nas proximidades de um complexo de cavernas nos arredores da cidade. O caso, longe de ser isolado, revela conexões perturbadoras com sumiços semelhantes ocorridos em 1986 e 1953, todos envolvendo os mesmos núcleos familiares.
Fiel ao próprio título, a série assume um tom de ficção científica noir, marcado pelo pessimismo, por uma atmosfera opressiva e por um enigma que se estende durante décadas, culminando em uma visão apocalíptica.
Locke & Key
três temporadas (2020-2022)
28 episódios
Baseada na consagrada série de quadrinhos criada por Joe Hill e Gabriel Rodríguez, Locke & Key acompanha Nina Locke (Darby Stanchfield), que, após uma reviravolta familiar, se muda com os filhos para a imponente mansão conhecida como Keyhouse, localizada em uma cidade litorânea de Massachusetts (EUA).
A nova residência logo se revela muito mais do que um simples refúgio. Espalhadas pela casa, a família encontra chaves enigmáticas capazes de abrir portas para dimensões e experiências sobrenaturais, cada uma dotada de habilidades próprias e consequências imprevisíveis.
Um dos principais trunfos da série está na decisão de colocar os personagens mais jovens no centro do enredo, seguindo o espírito do material original. Esse foco confere à trama uma atmosfera de descoberta constante, ampliando o senso de encantamento que sustenta o elemento fantástico e dá profundidade às regras desse mundo mágico.
O Clube da Meia-Noite
uma temporada (2022)
dez episódios
Ambientada em 1994, a trama se desenrola majoritariamente em uma clínica de cuidados paliativos destinada a adolescentes diagnosticados com doenças terminais.
A narrativa acompanha Ilonka (Iman Benson), uma recém-chegada ao local que logo se integra a um grupo de jovens unidos por um ritual peculiar: todas as noites, eles se reúnem para contar histórias de terror.
O hábito, que funciona como escape e forma de conexão, acaba abrindo caminho para algo mais inquietante. Movida pela curiosidade, Ilonka passa a investigar o passado da instituição e das pessoas que por ali passaram, revelando segredos sombrios e eventos mal explicados.
Entre as produções originais de Flanagan no streaming, O Clube da Meia-Noite é a que mais dialoga com o espírito de Stranger Things. Assim como na série ambientada em Hawkins, o enredo aposta em adolescentes que, diante de uma ameaça obscura, criam laços profundos de amizade enquanto tentam decifrar um mistério maior do que eles mesmos (aqui, intensificado pela proximidade constante com a morte).
The OA
duas temporadas (2016-2019)
16 episódios
Lançada no mesmo ano de Stranger Things, The OA foi outra aposta da Netflix em um suspense sobrenatural centrado em personagens jovens. A série começa com o retorno inesperado de Prairie Johnson (Brit Marling) à pequena cidade onde cresceu após sete anos desaparecida. O detalhe mais intrigante: antes cega, ela reaparece enxergando perfeitamente, sem jamais explicar como isso foi possível.
Ao adotar o nome OA, sigla para Original Angel, Prairie passa a reunir um grupo improvável de aliados para ajudá-la em uma missão ambiciosa: encontrar pessoas desaparecidas e localizar um portal que conecta diferentes dimensões.
Embora opere em um terreno mais abstrato, com conceitos ligados a universos paralelos e experiências de quase-morte, The OA dialoga com Stranger Things ao apostar em um conjunto de personagens deslocados, unidos por um propósito maior. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



