BOA CAFONICE

Estrela de Virgin River admite que série é brega e explica frustração

Para Alexandra Breckenridge, o melodrama romântico limita o trabalho de uma atriz
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Alexandra Breckenridge em cena de Virgin River
Alexandra Breckenridge em cena de Virgin River

Demonstrando uma sinceridade refrescante, a atriz Alexandra Breckenridge não mediu palavras ao falar sobre sua experiência em Virgin River. Sem necessariamente desmerecer a série, mas expondo sentimentos verdadeiros, a protagonista do drama romântico admitiu que a narrativa é brega e falou sobre como pode ser frustrante atuar na produção, cuja sétima temporada pode ser vista na Netflix (a oitava está confirmada e o fim não será tão cedo assim).

O jornal The New York Times fez uma reportagem especial sobre os bastidores de Virgin River. Lá pelas tantas, quando a repórter Ashley Spencer encontrou Alexandra para bater um papo, a cafonice da série tomou conta da conversa. Sem suavizar, a atriz comentou: “é muito brega [mesmo].”

E isso não é algo ruim, registra-se. É uma breguice que faz milhões de pessoas ao redor do mundo assistirem à série para escapar da dura realidade do cotidiano. Os diálogos excessivamente melodramáticos fazem parte desse pacote.

“Eu realmente achei que [Virgin River] acabaria no cemitério das coisas da Netflix que ninguém assiste”, afirmou Alexandra. “Eu vivia dizendo ao Martin [Henderson, seu companheiro de cena]:  ‘Não se preocupe, ninguém vai ver. Ninguém está assistindo. Está tudo bem’.”

Desde 2019, a atração baseada na saga literária de Robyn Carr consolidou posição entre os títulos mais constantes do catálogo da Netflix. O êxito chama atenção por surgir sem os elementos normalmente associados a fenômenos televisivos, como grandes celebridades no elenco, forte presença em premiações ou investimentos comparáveis aos de superproduções do nível de Stranger Things.

A história acompanha os passos da enfermeira e parteira Mel (Alexandra Breckenridge). Recém-chegada de Los Angeles, a personagem inicia nova vida em uma comunidade rural e desenvolve vínculo amoroso com Jack (Henderson), dono de um bar/restaurante.

O ritmo da série é muito devagar em relação a outras produções (uma personagem esteve grávida durante cinco temporadas). Isso dá pouca margem para um ator ou atriz demonstrar seu talento e explorar novas situações. Os personagens evoluem pouco, e isso deixa Alexandra chateada.

Acabo interpretando muitas vezes as mesmas coisas repetidamente”, desabafou. “Como atriz, isso pode ser bastante frustrante.”

Independentemente disso, se depender da Netflix, Virgin River será “eterna”. Nos bastidores, o otimismo impera. A equipe criativa, liderada pelo showrunner Patrick Sean Smith, acredita haver amplo material narrativo suficiente para muitas temporadas. 

E a executiva Jinny Howe, responsável pelas produções roteirizadas da Netflix na América do Norte, afirma não perceber qualquer sinal de desgaste no entusiasmo do público. Segundo ela, o desempenho da série permanece estável, cenário capaz de garantir continuidade enquanto houver interesse dos fãs.

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