FINANÇAS

The White Lotus gera fortuna para economias locais e enche cofre da Max

Entenda por que a comédia dramática é uma máquina de fazer dinheiro
DIVULGAÇÃO/HBO
Aimee Lou Wood na 3ª temporada de The White Lotus
Aimee Lou Wood na 3ª temporada de The White Lotus

A importância da série The White Lotus está nas cifras. Não tem produção televisiva atualmente que gere tanto dinheiro quanto a comédia dramática sobre as aventuras de ricaços em resorts luxuosos ao redor do mundo. Ganha todos os envolvidos, direta ou indiretamente, tanto as economias locais por onde a atração passou quanto a Max, que enche o cofre por conseguir algo desejado por todo streaming.

De acordo com dados da HBO, The White Lotus é uma máquina de fazer dinheiro. Basta ver a fortuna que a série fez brotar nos lugares que serviram de base para as três temporadas até hoje, gastos que englobam de contratação de operários a pedidos de refeições, passando por acomodações:

  • Ilha de Maui (Havaí, EUA), primeira temporada: contribuição de US$ 12,9 milhões para a economia local;
  • Sicília (Itália), segunda temporada: contribuição de US$ 40 milhões;
  • Koh Samui, Phuket e Bangkok (Tailândia), terceira temporada; contribuição de US$ 36,9 milhões.

Além disso, The White Lotus é a atual galinha dos ovos de ouro da Max. O streaming da Warner Bros. Discovery, conglomerado dono da HBO, tem como uma de suas metas prioritárias a de conter a fuga de assinantes, tal qual toda a concorrência. Quem consegue reter mais assinantes fica mais perto de fechar balanços financeiros no azul.

Um levantamento da Parrot Analytics, firma americana especializada em mensurar atividade online de internautas, estima que as duas primeiras temporadas da série renderam US$ 109 milhões somente para a Max, entre os terceiros trimestres de 2021 e 2024. A maior parte desse valor veio da retenção de assinantes.

O efeito The White Lotus

Um fator vital de The White Lotus é o de provocar uma explosão no turismo após gravar cenas de seus episódios em lugares paradisíacos. Foi assim que ocorreu no Havaí e na Sicília (e se dá agora, na Tailândia). A empresa de viagens Expedia comprovou esse fenômeno ao notar aumento de 300% na demanda de viagens para a Sicília e o Havaí, isso nos primeiros 90 dias após a estreia de cada temporada.

Não à toa, a terceira temporada nem começou direito e as conversas sobre onde será a (confirmada) quarta leva estão pegando fogo. Afinal, devido ao sucesso desse efeito The White Lotus na economia local, cidades fazem fila para ser a próxima escolhida.

Existe uma expectativa de que a série vá para continentes ainda não visitados, como a África. A América Latina também estaria no páreo. Em entrevista ao site Deadline, a poderosa executiva Francesca Orsi, vice-presidente de programação da HBO, falou sobre esse assunto, não descartando uma volta à Europa. Ela adiantou que uma equipe visitará algumas cidades ainda neste mês, para estudar qual lugar tem condições ideais para receber a quarta leva.

Lembrando que há uma parceria com a rede hoteleira Four Seasons, cujos estabelecimentos servem de base para os fictícios resorts White Lotus.

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