DRAMA PSICOLÓGICO

The Crowded Room é baseada em história real? Saiba onde assistir

Minissérie conta com o protagonismo de Tom Holland e Amanda Seyfried
DIVULGAÇÃO/APPLE TV+
Tom Holland em Entre Estranhos (The Crowded Room)
Tom Holland em Entre Estranhos (The Crowded Room)

Cenas de forte apelo dramático de Tom Holland na série The Crowded Room, batizada no Brasil de Entre Estranhos, viralizaram na internet (incluindo uma dele em sexo gay). Esses momentos, além de justificar a pausa de um ano que o ator deu na carreira por causa do personagem denso que encarnou, chamaram a atenção para a série.

Disponível no Apple TV+, Entre Estranhos estreou em 9 de junho. É uma minissérie com episódios semanais, lançados no streaming da maçã toda sexta. Faltam dois episódios para o final; o penúltimo chega dia 21, e o final sete dias depois.

Ao lado de Tom Holland está Amanda Seyfried, cuja atuação está impecável, provando ser uma das grandes atrizes do momento em Hollywood. 

Entre Estranhos segue os passos de Danny Sullivan (Holland). O ponto de partida da trama é a prisão do jovem após iniciar um tiroteio em plena luz do dia, na Nova York de 1979. A polícia acredita ter capturado um serial killer. Mas a investigadora Rya (Amanda) tem lá suas dúvidas. Por isso, ela vai conversar com o rapaz em busca de respostas.

Devagar, Danny revela detalhes de sua vida, relembrando acontecimentos do passado. Com o destrinchar de determinados eventos cruciais, vem à tona uma revelação que muda tudo.

[Atenção: spoilers a seguir]

Amanda Seyfried em cena da minissérie Entre Estranhos
Amanda Seyfried em cena da minissérie Entre Estranhos

A história real de The Crowded Room

Entre Estranhos (The Crowded Room) tem como base o livro The Minds of Billy Milligan (As Mentes de Billy Milligan, em tradução direta). Por causa da minissérie da Apple, a obra publicada em 1981 virou best-seller na Amazon. O livro narra a história real vivida pelo personagem que aparece no título.

No final dos anos 1970, Billy Milligan foi preso por cometer vários crimes, como sequestros, estupros e assaltos. Enquanto preparavam argumentos de defesa, os advogados do rapaz contrataram psicólogos para ajudar a entender o que se passou com o réu. Os especialistas foram categóricos ao diagnosticar Billy com transtorno de múltiplas personalidades (ou dupla personalidade).

Nesse caso, tal transtorno geralmente é reação a um trauma como forma de ajudar uma pessoa a evitar memórias ruins. Podem haver duas ou mais identidades de personalidades distintas. Cada uma delas pode ter nomes, históricos pessoais e características distintas.

Durante o julgamento, os advogados de Billy alegaram insanidade. Eles defenderam o cliente dizendo que duas personalidades alternativas dele cometeram os crimes, e não Billy propriamente.

Billy foi a primeira pessoa nos Estados Unidos a usar o diagnóstico de dupla personalidade em sua defesa perante um tribunal. Ele foi absolvido por isso, mas acabou tendo de passar dez anos em um hospital psiquiátrico.

Entre Estranhos explora bem essa questão, se Danny deve ir para a cadeia ou receber tratamento em hospital especializado. Apenas alguns aspectos do caso de Billy ganharam espaço na minissérie. Danny “só” tem cinco personalidades extras, Billy tinha 24.

As personalidades de Danny afloram quando ele precisa de um escape. Tem o jovem descolado que se vira nos 30, o cara atlético bom de basquete, o fortão para livrá-lo de enrascadas, o inglês agindo em situações mais delicadas quando é preciso usar o intelecto e a jovem aventureira, sua personalidade feminina.


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