
A Netflix lançou, nesta quinta-feira (15), a minissérie Os Sete Relógios, baseada em livro de Agatha Christie (1890-1976), uma das maiores escritoras de todos os tempos. Estrelada pela jovem revelação Mia McKenna-Bruce, a trama investigativa serve, entre outras coisas, para apresentar a autora lendária à geração Netflix.
Não estranhe: Os Sete Relógios é uma minissérie curta mesmo, só com três episódios. É comum que produções da gigante do streaming, aquelas com apenas uma temporada, tenham oito ou dez capítulos. Mas não é o caso aqui.
É a Netflix seguindo a fórmula da TV britânica quando adapta livros de Agatha Christie. Tradicionalmente, essas produções locais também giram em torno de três episódios.
No total, Os Sete Relógios tem duração de 161 minutos.
A história de Os Sete Relógios
O remake televisivo funciona como releitura contemporânea de um dos mistérios menos conhecidos da autora. A produção aposta em tornar o universo de Agatha Christie mais acessível ao público atual sem abandonar a essência dos enigmas clássicos.
A narrativa segue os passos de Lady Eileen “Bundle” Brent (Mia), que vê seus planos de casamento ruírem ao encontrar o noivo, Gerry Wade (Corey Mylchreest), morto na manhã seguinte a uma festa elegante.
Cercam o corpo de Gerry sete despertadores tocando ao mesmo tempo, em uma cena tão perturbadora quanto simbólica. O choque inicial logo dá lugar à determinação. Inconformada, a jovem decide descobrir quem está por trás da morte.
Bundle surge como uma protagonista obstinada, pouco disposta a aceitar limites, mesmo num contexto social que não favorece mulheres independentes.
Em conversa com a mãe, Lady Caterham (Helena Bonham Carter), ela deixa claro que não descansará enquanto não compreender o que aconteceu. A personagem avança na investigação movida por intuição e coragem, traços que definem sua jornada desde o primeiro momento.
Convencida de que os sete relógios estão ligados ao assassinato, Bundle passa a seguir pistas com a ajuda de amigos próximos. O caminho a leva até o superintendente Battle (Martin Freeman), da Scotland Yard, que enxerga perigo no envolvimento da jovem e tenta afastá-la do caso.
O alerta, no entanto, surte efeito contrário. Persistente e destemida, ela insiste em ir até o fim, mesmo tropeçando pelo percurso e se arriscando além do esperado. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



