SÉRIE ÂNCORA

Quanto vale Stranger Things? Para a Netflix, um bilhão de dólares

Drama de ficção científica chega ao fim após gerar uma verdadeira fortuna
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Millie Bobby Brown e a famosa latinha de Coca-Cola em Stranger Things 1
Millie Bobby Brown e a famosa latinha de Coca-Cola em Stranger Things 1

Fora do radar, com uma campanha de marketing bastante tímida, Stranger Things estreou na Netflix em julho de 2016. Quase dez anos depois, a série chega ao fim como a produção mais lucrativa de toda a história da gigante do streaming, gerando US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) em receita.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal Los Angeles Times, o drama de ficção científica atingiu esse valor estratosférico por causa de inúmeros fatores, como a capacidade de inserir logos e produtos de empresas nos episódios (merchans), com a temporada do shopping (a terceira) sendo um exemplo claro de como incorporar marcas à narrativa da série e embolsar muito dinheiro com isso.

Outro peso nesse cálculo é o aumento do número de assinantes. Estimativas do mercado apontam que Stranger Things responde pela aquisição de mais de 2 milhões de novos assinantes desde seu lançamento. Ela se torna, assim, o exemplo clássico de “série âncora”, aquela capaz de definir a identidade de um serviço e sustentar crescimento e retenção de público ao longo dos anos.

E tem a realidade fora do Mundo Invertido. Esse impacto mercadológico se materializou em parcerias com grandes marcas, de alimentos a brinquedos e vestuário, ampliando a presença da série no cotidiano dos fãs. A atração funcionou como catalisador de um modelo em que uma única obra se expande para além do audiovisual e se consolida como estilo de vida global.

Com o adeus vêm novos desafios para a Netflix. O encerramento com a quinta temporada, cujo episódio final chega no próximo dia 31, ocorre em um momento estratégico para a plataforma do tudum, que recentemente teve de dar tchau para outro fenômeno global, Round 6.

Agora é pensar nas séries que vão seguir puxando o bonde:

  • Wandinha é o nome mais forte entre as que estão ativas, provando ser boa de marketing por atrair marcas famosas, tal qual Stranger Things;
  • Bridgerton tem longevidade (deve ir até a oitava temporada) e gera uma audiência global alta a cada lançamento de novos episódios; a quarta leva estreia em 29 de janeiro.

Ouvida pelo Los Angeles Times, Bela Bajaria, chefe de conteúdo da Netflix, resumiu bem o negócio chamado Stranger Things: “Apostamos em uma história original e fizemos dela uma grande franquia com enorme apelo global”.

Siga nas redes

Fale conosco

Compartilhe sugestões de pauta, faça críticas e elogios, aponte erros… Enfim, sinta-se à vontade e fale diretamente com a redação do Diário de Séries. Mande um e-mail para:
contato@diariodeseries.com.br
magnifiercross

Cópia proibida.