ESPECIAL DE 60 ANOS

BBC é alvo de reclamações por adição de personagem transgênero em Doctor Who

Rose é interpretada por Yasmin Finney, a Elle de Heartstopper
DIVULGAÇÃO/BBC
Yasmin Finney na pele de Rose da série Doctor Who
Yasmin Finney na pele de Rose da série Doctor Who

A rede britânica BBC recebeu mais de cem reclamações de telespectadores criticando a inserção de personagem transgênero em Doctor Who. A fonte das queixas é o Especial 1, disponível no Disney+, em comemoração aos 60 anos da série de ficção científica. Nele, é introduzida Rose Noble, filha adolescente transgênero da companion Donna (Catherine Tate). Rose foi interpretada por Yasmin Finney, a Elle de Heartstopper.

Por ser emissora pública, esses tipos de reclamações são divulgadas em relatórios quinzenais (há uma página online só para as pessoas registrarem suas insatisfações). Não é incomum produções da rede britânica serem alvo de críticas relacionadas à representatividade LGBTQIA+. A BBC tende a responder as reações mais avolumadas; ainda não se posicionou sobre esse caso de Doctor Who.

Algumas queixas disseram que Rose é “antimasculino”, enquanto outros apontaram que foi “inapropriado incluir um personagem transgênero” na trama. O Especial 1, chamado em inglês de The Star Beast, foi lançado em 25 de novembro.

Vale registrar que as reclamações registradas, 144 no total, são apenas fragmentos da audiência desse episódio, visto por mais de 7,6 milhões de telespectadores no Reino Unido.

Rose aparece como a filha de Shaun e Donna em dois dos três especiais de Doctor Who lançados neste final de ano. A família da personagem apoia a transição, mas ainda fica em dúvida sobre como será o uso de pronome.

Russell T. Davies, roteirista desse especial de Doctor Who, defendeu a importância de refletir todas as facetas da sociedade na TV. Durante coletiva de imprensa, no mês passado, ele lamentou o fato de a representação transgênero ser tão massacrada pela imprensa: “[Existem] jornais que pregam ódio absoluto, soltam venenos e espalham destruição e violência. Preferem ver esse tipo de coisa [representação trans] apagada da tela e destruída. Que vergonha! E boa sorte para você em suas vidas solitárias”.


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