
Mickey Haller (Manuel Garcia-Rulfo) no banco dos réus. Esse retrato inédito e inesperado marca a quarta temporada de O Poder e a Lei, com estreia marcada para 5 de fevereiro na Netflix. A inspiração da nova leva de episódios (dez, no total) vem do livro The Law of Innocence (A Lei da Inocência), o sexto volume da saga literária que serve de base para a série.
A circunstância coloca o advogado-herói encarando seu processo mais difícil até agora: o dele mesmo. Mickey e sua equipe trabalham incansavelmente para provar sua inocência no caso do assassinato de um antigo cliente, Sam Scales. Para limpar seu nome, o grupo precisa desvendar o último golpe de Sam, enfrentando a promotoria, o FBI e os fantasmas do passado do protagonista.
Confira abaixo tudo o que você precisa saber antes de mergulhar na quarta temporada:
Resumo de O Poder e a Lei
A quarta temporada parte diretamente das consequências do ciclo anterior. Mickey conquistou uma vitória importante para seu cliente Julian La Cosse (Devon Graye), que teve as acusações de homicídio retiradas e ainda recebeu uma indenização significativa.
Essa investigação revelou ter sido a morte de Gloria Dayton (Fiona Rene) resultado de uma operação ilegal envolvendo o agente antidrogas James DeMarco (Michael Irby), denunciado após ordenar que a vítima plantasse uma arma contra um traficante.
Pressionado por um depoimento espinhoso, o investigador Neil Bishop (Holt McCallany) acabou se matando diante do tribunal. Pouco depois, uma imagem enviada pelo próprio traficante confirmou que DeMarco também havia sido eliminado.
Enquanto resolvia esse caso, a vida pessoal de Mickey passou por mudanças. Ele se envolveu brevemente com Andrea Freeman (Yaya DaCosta), personagem ausente da quarta temporada. A relação não prosperou, mas serviu para reforçar a visão crítica de ambos sobre um sistema judicial falho. Andrea, incentivada por Mickey, decidiu enfrentar o ex-marido abusivo de sua cliente e buscou apoio direto na promotoria para levá-lo à Justiça.
Dentro do escritório, outra transformação ganhou peso dramático. Lorna (Becki Newton) foi aprovada no exame da ordem e tornou-se oficialmente uma advogada. Antes mesmo do choque final da temporada, Mickey já considerava se afastar temporariamente do trabalho e chegou a sinalizar que ela poderia assumir parte dos casos. A confiança veio acompanhada de um conselho revelador de seu estado de espírito: liberdade para escolher os processos, jurando não cruzar linhas que ele próprio evitaria.
Esse cansaço ficou explícito em uma conversa com a filha, Hayley, quando Mickey confessou cogitar abandonar a advocacia criminal. Desiludido com a lentidão e as distorções do sistema, afirmou não saber mais se tinha forças para continuar lutando. A filha, porém, lembrou que ele havia acabado de salvar um inocente, reforçando o impacto real de seu trabalho. Convencido, Mickey decidiu seguir em frente e até planejou um período de descanso para recarregar as energias.
A pausa, no entanto, nunca chegou a acontecer. Ao sair de um restaurante após se despedir da equipe, ele foi parado por um policial sem explicações claras. O motivo inicial parecia banal: a ausência da placa do carro. Em seguida, o cenário mudou de tom quando o agente percebeu algo semelhante a sangue escorrendo do porta-malas.
Algemado e colocado à beira da estrada, Mickey assistiu à descoberta que redefine a série: o corpo de Sam Scales (Christopher Thornton), um de seus clientes que lhe deve dinheiro, estava no porta-malas.
Agora, não se trata mais de defender terceiros. Mickey precisa sobreviver a um processo que ameaça sua liberdade, sua reputação e tudo o que construiu ao longo dos anos. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



