AND JUSTICE FOR ALL

Justiça Para Todos: Netflix planeja remake do filme após fim de O Poder e a Lei

Clássico do cinema lançado em 1979 tem Al Pacino como protagonista
DIVULGAÇÃO/COLUMBIA PICTURES
Al Pacino no filme Justiça Para Todos
Al Pacino no filme Justiça Para Todos

A Netflix aposta em uma nova frente no gênero drama jurídico para preencher o espaço deixado por O Poder e a Lei, atração popular que chegará ao fim após a quinta temporada. Uma adaptação em forma de série do icônico filme Justiça Para Todos (1979) está em desenvolvimento na gigante do streaming.

O longa, símbolo de produções sobre o mundo da advocacia, tem um dos mais memoráveis monólogos da história do cinema, eternizado por Al Pacino, o protagonista na pele do advogado de defesa Arthur Kirkland.

De acordo com o site Deadline, a nova versão promete mergulhar nos bastidores de um sistema judicial corroído por irregularidades. No centro da narrativa surge um profissional do Direito movido por ideais de justiça, cuja vida pessoal e profissional passa por sucessivas turbulências enquanto tenta enfrentar estruturas institucionais marcadas pela corrupção. A pressão acumulada o conduz gradualmente ao limite.

O filme Justiça Para Todos obteve desempenho expressivo nas bilheterias no final dos anos 1970. Produzido com orçamento de US$ 4 milhões, arrecadou US$ 33,3 milhões apenas na América do Norte. O reconhecimento também chegou à temporada de premiações, com indicações ao Oscar de melhor ator para Al Pacino e de melhor roteiro original.

A trama de Justiça Para Todos
No longa, Arthur Kirkland (Pacino) é um advogado de defesa na cidade de Baltimore (EUA). Sua situação se complica depois de ser preso por desacato ao tribunal depois de agredir o juiz Henry T. Fleming durante a condução do caso de Jeff McCullaugh. O cliente havia sido abordado por uma infração de trânsito sem gravidade e, por engano, confundido com um homicida que possuía o mesmo nome. Mesmo sem condenação formal, permaneceu encarcerado por um ano e meio.

A descoberta de novas evidências capazes de provar a inocência de McCullaugh não altera o desfecho imediato do processo. Fleming rejeita analisar o recurso apresentado pela defesa sob a justificativa de atraso na entrega da documentação, mantendo o réu atrás das grades.

Paralelamente, Kirkland assume outro processo delicado. Desta vez, representa Ralph Agee, um jovem negro adepto do cross-dressing acusado de roubo. Assustado com a possibilidade de ser enviado para a prisão, o rapaz passa a depender da atuação do advogado em meio a um ambiente judicial cada vez mais hostil.

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