
Ícone do cinema (oito indicações ao Oscar) e da TV americana (12 indicações ao Emmy, com três vitórias), Glenn Close parece um peixe fora d’água em Tudo É Justo, nova série de Ryan Murphy, disponível no Disney+, que divide opiniões. A atriz lendária, demonstrando franqueza rara e refrescante, admitiu que o drama jurídico do qual faz parte tem episódios ruins e fracos, dando razão aos críticos mais vorazes.
Em entrevista à Variety, a veterana reconheceu que o início da série, lançada no último dia 4, não é dos melhores: “Acredito que os três primeiros episódios sejam os mais fracos”, afirmou. “Foi uma forma difícil de começar.”
Entretanto, ela pregou cautela e pediu um voto de confiança. Revelando que já assistiu aos nove capítulos da primeira temporada, a atriz laureada garante que a narrativa “realmente ganha corpo” e fica forte com o passar do tempo; o desfecho está marcado para 23 de dezembro.
Outra confissão de Glenn Close foi sobre se adaptar ao estilo de Ryan Murphy de fazer série. Por mais que tenha uma carreira consagrada em todo tipo de série, incluindo um drama jurídico (a memorável Damages), ela comentou que demorou “para compreender o tom de trabalho de Murphy; foi complicado.”
Essa visão de que Tudo É Justo demora para pegar no tranco, artifício que desagrada a maioria dos espectadores, é compartilhada por Anthony Hemingway, produtor executivo e responsável por quatro episódios da série. Ele disse, para o site The Hollywood Reporter, que o drama realmente demanda tempo para “engatar”, mas que, uma vez em movimento, revela frescor e ambição criativa.
Fato é que Tudo É Justo é alvo de uma polarização explícita. De um lado surge a crítica, que rotulou o drama jurídico como “a pior série da história”. No outro extremo aparece o público, que fez a atração bater recordes de audiência.
Na história, um grupo de advogadas especialistas em divórcio deixa uma firma de advocacia dominada por homens para abrir seu próprio e poderoso escritório.
Ferozes, brilhantes e emocionalmente complexas, elas lidam com separações de alto perfil, segredos escandalosos e mudanças de lealdade, tanto no tribunal quanto dentro de sua própria equipe.
Em um mundo onde o dinheiro domina e o amor é um campo de batalha, essas mulheres não apenas jogam o jogo, elas o transformam. •

João da Paz é editor-chefe do site Diário de Séries. Jornalista pós-graduado e showrunner, trabalha na cobertura jornalística especializada em séries desde 2013. Clique aqui e leia todos os textos de João da Paz – email: contato@diariodeseries.com.br



