REPRESENTATIVIDADE

Estudo: mulheres são maioria na Netflix como protagonistas de séries

Elas também se destacam nos bastidores da gigante do streaming
DIVULGAÇÃO/NETFLIX
Millie Bobby Brown em Enola Holmes 2; Jenna Ortega em Wandinha
Millie Bobby Brown em Enola Holmes 2; Jenna Ortega em Wandinha

Pesquisa realizada pela divisão de diversidade e inclusão da Universidade do Sul da Califórnia (USC), especializada em entretenimento, aponta que a Netflix é um streaming cujas histórias ali contadas são, em sua maioria, lideradas por mulheres. Entre 2018 e 2021, 55% de filmes e séries americanas tiveram o protagonismo de mulheres, garotas ou adultas, seja como a principal atriz de determinada produção ou coprotagonista.

Durante a apresentação do atual estudo, nesta quinta-feira (27), a doutora Stacy Smith, fundadora e chefe da divisão de inclusão e diversidade da USC, fez questão de afirmar que a Netflix é “uma empresa conduzida por mulheres”. A educadora também pontuou que esse feito da gigante do streaming, de oferecer muitas oportunidades para mulheres, é ímpar em Hollywood: “Quem está fazendo algo parecido aqui na cidade?

O levantamento também analisou, no mesmo período de quatro anos, a movimentação atrás das câmeras. Nesse quesito, a representatividade cresceu acima da média. No caso dos filmes, em 2021, 27% dos longas da Netflix foram dirigidos por mulheres; no geral, mulheres dirigiram 12,7% dos filmes líderes de bilheteria do mesmo ano.

Já na TV, 38% das séries lançadas de 2021 foram criadas por mulheres, contra a marca de 27% registrada quatro anos antes.

Existe a ideia de que mais mulheres criando séries, por exemplo, leva a mais atrizes escaladas como protagonistas. Isso ajuda, mas não é tão definitivo assim. Stacy Smith explica:

“As mulheres por trás das câmeras há muito defendem e dirigem histórias com protagonistas femininas. Mas não é aí que estamos vendo grandes ganhos para a representação na tela. Histórias dirigidas por homens incluem cada vez mais mulheres e garotas em papéis principais. Claramente, as metas de inclusão podem ser alcançadas quando todos, homens e mulheres, trabalham em prol da mudança”

É importante ressaltar que muitas mulheres estão na alta cúpula da Netflix, tomando decisões de suma importância: Bela Bajaria (chefe de conteúdo), Maria Ferreras (chefe global de parcerias), Vernā Myers (vice-presidente de estratégia de inclusão) e Amy Reinhard (vice-presidente de operações de estúdio).

Há dois anos, a Netflix fechou uma parceria com a USC para analisar várias métricas de inclusão (gênero, raça/etnia, LGBTQIA+, deficiência) nos filmes e séries produzidos nos Estados Unidos. Para ajudar a manter essa responsabilidade e promover mudanças duradouras no setor, a empresa assumiu o compromisso de divulgar o progresso do estudo a cada dois anos, até 2026.

Alguns outros resultados da pesquisa:

  • Maior representatividade de minorias étnicas em papéis principais: em 2020 e 2021, cerca de metade (47%) dos filmes e séries Netflix foram protagonizados ou coprotagonizados por pessoas de grupos étnicos e raciais com pouca representatividade. 
  • Avanços significativos para mulheres de diversas etnias nas telas e por trás das câmeras: a presença de mulheres de diversas etnias na direção de séries aumentou significativamente, passando de 5,6% em 2018 para 11,8%, em 2021, com um crescimento similar também para roteiristas e criadoras. Cerca de um terço dos filmes (27,7%) e mais da metade das séries (54,75%) de 2021 foram protagonizadas ou coprotagonizadas por mulheres de diversas etnias.

No entanto, os resultados revelam a persistência de lacunas para alguns grupos étnicos e raciais específicos, incluindo as comunidades latinas, norte-africanas ou do Oriente Médio, indígenas e havaianas ou nativas das ilhas do Pacífico. Outra ação a ser trabalhada é a inclusão de pessoas com deficiência nas histórias.

Confira o relatório completo elaborado pela USC, em inglês.


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